sábado, 26 de agosto de 2006

O fantasma do Cristiano



Estacionado nas pesquisas, Alckmin sente o gosto da traição política

Depois que FHC trouxe Carlos Lacerda à lembrança, como expressão máxima do que considera o melhor comportamento de oposição, e transformou o lacerdismo em patrono do malsucedido “golpe branco” contra o presidente Lula, parece que os mortos estão mesmo fadados a guiar o destino eleitoral dos tucanos. Nessa seqüência, talvez tenha chegado a hora de o presidenciável Geraldo Alckmin invocar o nome do mineiro Cristiano Machado, candidato do extinto PSD, na eleição presidencial de 1950, vencida por Getulio Vargas.
Abandonado pelos líderes do PSD, nos estados, o candidato do partido inspirou um dos mais célebres verbetes da política brasileira: cristianização. Ou seja, uma forma de traição política.

Esta semana, o que se pode chamar de processo de cristianização da candidatura do tucano Alckmin foi levado para o mostruário eleitoral no Ceará. Por maus pecados, trata-se dos domínios do cacique político Tasso Jereissati, presidente do PSDB.

Candidato à reeleição, o governador cearense Lucio Alcântara fez rasgados elogios à administração Lula, no horário eleitoral da televisão. Em seguida, exibiu um vídeo onde colhia elogios do presidente. Nada inédito. O tucano Alcântara repetiu o que, na semana anterior, tinha feito o pefelista Mendonça Filho, candidato à reeleição em Pernambuco.

Alckmin está, de fato, desaparecido das campanhas estaduais. Foi escondido pelos candidatos da coligação tucano-pefelista.

Jereissati, normalmente de voz mansa, mudou o tom e chegou a dizer que expulsaria os infiéis do ninho tucano. Recuou, porém, diante da possibilidade de ser forçado a promover um genocídio político.

Lula parece marchar irremediavelmente para a vitória no primeiro turno. A divulgação na terça-feira 22, da pesquisa Datafolha, na qual o candidato petista aparece com 49% das intenções de voto, faz crer que, no dia da eleição, em 1º de outubro, Alckmin vai se manter na disputa em condição semelhante à do time de futebol que, desclassificado antecipadamente, entra em campo com a missão de apenas cumprir tabela.

Carlos Lacerda é padroeiro da campanha tucana...



Carlos Lacerda é padroeiro da campanha tucana...O orelhudo continua em pauta...A Veja, como sempre, espanta o País...

Por Redação CartaCapital

1.Fernando Henrique Cardoso não é Carlos Lacerda, este escrevia bem e falava ainda melhor. Mas uma semelhança existe: embora cada qual a seu feitio e afinado com sua quadra histórica, ambos são golpistas.

Na segunda-feira 21, o ex-presidente da República, diante de uma platéia de 200 pessoas, informou-as, desabrido, a respeito do risco que o Brasil corre de virar uma Venezuela, vítima da indiferença da população, conformada com a corrupção e o descrédito das instituições. Referia-se ao crescimento de Lula nas pesquisas, a despeito do chamado mensalão.

Talvez saudoso das Marchas da Família, com Deus e pela Liberdade, FHC entende que somente “um curto-circuito” pode devolver à nação o poder de se indignar. E, coerente, reclamou a presença na ribalta de alguém capaz de eletrizar o País. Como foi Carlos Lacerda, eletricista de inúmeros curto-circuitos, a começar pela crise que levou Getulio Vargas ao suicídio. Primeiro passo a caminho da tentativa de impedir a eleição de Juscelino Kubitschek, da renúncia de Jânio e, enfim, do golpe de 1964.

Com Lacerda diz FHC não ter afinidades, nele reconhece, porém, e louva, “a capacidade de dramatizar e de cobrar”. “Foi recado para o meu partido”, declarou depois do pronunciamento, a indicar que da campanha tucana espera maior agressividade. Prontamente, o coordenador da campanha, senador Sérgio Guerra, fez eco: “Falta realmente indignação diante dos escândalos, uma indignação que Carlos Lacerda ajudou a levantar no passado”.

Entre atônito e perplexo, pergunto aos meus pacientes botões que significa a alusão à Venezuela, onde o plano do golpe nasceu da “indignação” dos vetustos e ferozes donos do poder, nem mais nem menos como no Brasil dos começos da década de 60, quando as marchas eram nutridas pelos privilegiados e pelos aspirantes ao privilégio.
Temo que os eletricistas tucanos sonhem com um curto-circuito gerador do impasse. Portanto, da ruptura antidemocrática. E tudo o que conseguem é passar o espanador sobre o embolorado modelo golpista tão admiravelmente representado por Carlos Lacerda.

2.O jornalista Paulo Henrique Amorim entregou ao diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, documentos pelos quais se provaria que o banqueiro Daniel Dantas dispõe de meios para abrir contas no paraíso fiscal das Ilhas Cayman. Os papéis figuram agora no inquérito sobre o dossiê publicado pela revista Veja, em meados de maio, que apontava como correntistas o próprio Paulo Lacerda, o ministro Márcio Thomaz Bastos e até o presidente Lula.

Segundo Veja, as informações do dossiê foram passadas pelo banqueiro e por pessoas indicadas por ele. Dantas nega. Os mais variados eventos não deixam, contudo, de demonstrar que o orelhudo se habilita a façanhas retumbantes. O fato de que a PF tenha confirmado a posse dos novos documentos à repórter Andréa Michael, da Folha de S.Paulo, parece revelar a intenção do delegado Lacerda de mandar recado ao irrequieto DD.

Resta apurar a veracidade da documentação, bem como o mistério encerrado no disco rígido do Opportunity, cuja abertura a juíza Ellen Gracie se obstina a não autorizar, em nome de argumentos já desfeitos, inclusive por várias reportagens de CartaCapital. A solução do caso é, de verdade, muito fácil. Bastaria convocar para a abertura do disco, sob a supervisão da própria juíza, representantes de Daniel Dantas, do Ministério Público e da PF. Com o compromisso de não revelar os nomes de residentes no exterior. Quanto aos indígenas, estão contra a lei.

3.A Veja não se cansa de nos surpreender. Às vezes, de espantar. Na coluna Radar, assinada por Lauro Jardim, lemos esta semana que o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, Luiz Gushiken, janta em restaurantes finos, toma Château Latour, fuma charutos cubanos e paga por um jantar no Magari, de São Paulo, acompanhado por um diretor de empresa de comunicação, 3.500 reais. Em dinheiro.

Observem como sabe viver um ex-sindicalista. Requintado, diz a revista, mas colho nas entrelinhas: novo-rico. O senador Heráclito Fortes, quem sabe a reencarnar Carlos Lacerda, chamou imediatamente a atenção para o comportamento de Gushiken. E até CartaCapital, tocada por tamanha ostentação, mergulhou no assunto.

Vejamos. O comensal de Gushiken não é diretor de empresa de comunicação, e foi ele quem levou o vinho, um Ducru-Beaucaillou comprado em Nova York por 54 dólares. O charuto era nacional e a conta, paga com cartão de crédito, foi 360 reais.

Presente no restaurante e, dizem os garçons, sentado nas proximidades da mesa do secretário, o advogado Modesto Carvalhosa. Certamente não hesitaria em confirmar a verdade factual. Certa também, em espírito, a participação de Daniel Dantas.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Alerta: o Terceiro Golpe contra a Democracia


"Uma mentira dá a volta ao mundo antes que a verdade calce seus sapatos".

Winston Churchill

Armação, manipulação e distorção. Assim, neste rabo de Agosto, os sinistros grupos radicais da direita brasileira iniciaram a terceira tentativa de GOLPE contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como se sabe, a primeira se deu a partir de uma nova versão do Plano Cohen, escorado nas denúncias sobre o valerioduto. A segunda, menos escandalosa, quando da contratação do caseiro James Bond para pulverizar a imagem do ex-ministro da Fazenda.

Em ambos os casos, sobram registros da reuniões conspiratórias entre membros ativos do PSDB, gurus do neofascismo tupiniquim, especuladores ressentidos, agentes de unidades de inteligência estrangeiras e barões da imprensa. Os pequenos convescotes golpistas estão documentados pela própria imprensa, ainda que apenas nos rodapés dos jornalões. Basta ter atenção à leitura dos panfletões.

Há cerca de uma semana, encetou-se nova articulação macabra. Desta vez, a idéia é constituir o que se chamou de "tsunami" da desconstrução de imagem. Jornalões, jornalecos, revistas, emissoras de rádio e de TV empenham-se decididamente em deturpar a realidade e extingüir a idéia vigente de que Lula faz um ótimo governo.

O "jogo sujo" vem sendo proposto abertamente pela ala radical oposicionista, na qual pontificam um neonazista catarinense e um bandalho do Amazonas. Em São Paulo, onde a raposa toma conta do galinheiro, o plano inclui construir um mito de associação criminosa, semelhante àquele que ligava o Partido dos Trabalhadores aos seqüestradores de Abílio Diniz, em 1989.

Desta vez, a idéia é distorcer e manipular a informação disponível para colar a imagem do partido de Lula ao PCC. Mais do que um factóide, o projeto vem sendo desenvolvido de maneira obstinada pelo esquadrão tático que opera nos subterrâneos da administração bandeirante, longe do olhos do governador Lembo. Não faltam tecnologias e métodos importados na elaboração de mais um "F-X" policial.

Logicamente, é necessário que a grande imprensa seja partícipe desse conluio hediondo. O jornal Folha de S. Paulo prestou-se a esse papel vergonhoso na quarta-feira, ao fazer ecoar as leviandades armadas nos aparatos da (in) segurança pública paulista. Sem contestação, provando praticar um jornalismo (sic) rasteiro e irresponsável, o diário dos Frias indignou até seu ombudsman, Marcelo Beraba.

Percebe-se no rastilho da pólvora a fórmula virulenta de desfiguração da realidade. É certo que membros dos grupos de defesa dos direitos do cidadão mantêm contatos periódicos com a população carcerária e suas famílias.

Muitos desses abnegados voluntários são ligados às pastorais da Arquidiocese de São Paulo e, alguns deles, associados, por filiação ou simpatia, ao Partido dos Trabalhadores. Utilizar esse vínculo como evidência de parceria criminosa constitui-se numa cafajestada da magnitude do Caso Dreyfus, a armadilha moral que dilacerou a França há mais de um século.

Mesmo que exposta a verdade, a simples acusação já provocou enormes danos aos homens e mulheres de bem que pugnam pelas causas humanitárias. Já há comunidades na rede relacionamentos Orkut associando o PT ao PCC e exigindo o extermínio dos políticos do partido de Lula. Por enquanto, o grande fanfarrão, dublê de Chapolin, conta vantagem. "Não contavam com a minha astúcia", exalta-se.

Imprensa de aluguel

A intensidade da campanha de desconstrução da imagem do governo tem sido assombrosa. Os sites do UOL e do Estadão, por exemplo, passaram a reproduzir, diariamente, em letras garrafais, qualquer destempero verbal do candidato neoliberal e de seus asseclas. Na verdade, a (má) educação do irmão Geraldo é escancaradamente celebrada em editoriais, artigos e nas centrais de boataria espalhadas pela enorme rede de blogs custeada pela direita organizada (evidentemente, com dinheiro desviado dos contribuintes).

O sistema golpista passa pela análise recortada de qualquer estatística da área econômica. Pinça-se sempre o que parece negativo. Ignora-se perversamente o que é positivo.

É o caso da notícia sobre a taxa de desemprego, cujo aumento foi festejado em todos os aquários das grandes redações. Segundo o IBGE, o índice foi de 10,7% em Julho, ante 10,4% em Junho. Ao mesmo tempo, os mesmos profissionais que arrotam a defesa do Brasil, comemoraram a variação negativa de 0,7% no rendimento médio real.

Como era previsto, informações fundamentais foram empurradas para os últimos parágrafos das reportagens. Primeiramente, os dados foram colhidos apenas em seis regiões metropolitanas. Portanto, não compõem fiéis retratos do Brasil.

Mais grave, no entanto, é que se omitiu informação fundamental. O número de ocupados cresceu 0,4% no período, com geração de 84 mil vagas. Ora, então, onde reside o erro?

Aumentou o número de pessoas procurando emprego, conforme atesta o IBGE. Isso é ruim? Não. Mostra o retorno ao mercado de brasileiros que tinham desistido de buscar uma colocação.

E a renda? Vale a informação do próprio IBGE. No acumulado de janeiro a julho de 2006, o rendimento médio ficou em R$ 1.018,14, uma variação positiva de 4,2% ante igual período de 2005.

Grandes manchetes foram igualmente estampadas para convencer o leitor de que "este" governo tem garras e dentes de leão faminto e insaciável. Nesse sentido, utilizaram as informações sobre a arrecadação recorde no ano de 2005, de R$ 724,11 bilhões. O tom geral é de "indignação" e espanto.

Não se deu atenção a um fator fundamental no debate: o governo não elevou a carga de impostos. Os estudos da Receita Federal comprovam que o movimento se deve à expansão da economia, à lucratividade das organizações e à eficiência da administração tributária, num ano em que a economia cresceu 2,3%.

Porta-voz oficial da reação

Um dos proprietários da Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho, foi encarregado de redigir um "manifesto" contra a reeleição de Lula, tão oportunista (será que resta oportunidade?) quanto capenga em seus argumentos. Segundo ele, se o presidente for reeleito num primeiro turno, "a afoiteza do eleitor terá prejudicado a qualidade democrática desta eleição". Opsss! Que história é essa de qualidade democrática,
Seo Tavinho?

O pequeno barão lacerdista sustenta que o programa de governo não poderá ser debatido até o pleito de Outubro. Portanto, injeta-se na teoria a idéia de que a eleição de Lula vale menos... Abre-se um flanco para o questionamento da legitimidade do próximo mandato e, não se duvide, para a articulação de mais um golpe.

O argumento do envelhecido rapaz resulta da teoria de que apenas brasileiros "deseducados" e "ignorantes" (leia-se, a "patuléia" que não lê a Folha e os outros jornalões) votam em Lula.

O jornal dos Frias finge que não reconhece a dinâmica da difusão de informações. As notícias, especialmente as ruins, são repetidas à exaustão pelas rádios e pela emissoras de TV. Numa sociedade orgânica, espalham-se do topo à base da pirâmide social. Milhões de diaristas ouvem, de segunda à sexta, o praguejamento de senhores e respectivas peruas contra o operário de nove dedos que ousou tomar conta do Brasil.

Frias e outros playboys da mídia brasileira não se conformam, portanto, com o cruel recado das ruas. As pessoas já não depositam confiança nos arrogantes e totalitários formadores de opinião. As reformas sociais, presentes especialmente na realidade dos mais pobres, têm muito mais energia que os sofismas teatralizados de Arnaldo Jabor, que as ameaças marciais de Arthuir Virgílio, que as catequeses doentias da Opus Dei e que os textinhos bom-mocistas da jornalaria tucana.

O terceiro golpe contra a cidadela da ética está em curso. Mercenários em fúria na infantaria, tacapes incendiários preparados, catapultas armadas para o último avanço. Fica a indagação: qual a capacidade de resistência das pessoas de bem?

Mauro Carrara

Jornalista

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Metade da bancada do DF na Câmara dobrou patrimônio


As declarações de bens enviadas pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que metade da bancada do Distrito Federal na Câmara dos Deputados dobrou o patrimônio nos últimos quatro anos. Entre os parlamentares e suplentes que tiveram variação superior a 100% estão Osório Adriano (PFL), José Tatico (PTB), Tadeu Filippelli (PMDB), Alberto Fraga (PFL) e Jorge Pinheiro (PL).

Adriano declarou em 2002 patrimônio no valor de R$ 32,4 milhões. Na última declaração enviada ao TSE, os bens do pefelista estão avaliados em R$ 66 milhões, variação superior a 100%. A assessoria do parlamentar explicou que a diferença ocorreu pela incorporação de bens e reavaliação de ações do grupo Brasal e da holding Santa Maria, de propriedade do pefelista. Deputado federal eleito pelo DF, Tatico transferiu o domicílio eleitoral para Goiás. Mas, ainda em 2002, informou ter duas fazendas, 3% da empresa Itatico e 10 mil cabeças de gado. O rebanho, avaliado hoje em R$ 15 milhões, mais do que dobrou nos últimos quatro anos. Ele não foi localizado ontem para comentar a evolução patrimonial.

Assim como Osório e Tatico, Filippelli não vive também apenas do salário de deputado, cujo valor bruto é de R$12,8 mil. Em quatro anos, ele comprou uma fábrica de refrigerantes avaliada em R$ 1,9 milhão e um terreno no Setor de Mansões do Lago, por R$ 850 mil. O patrimônio dele cresceu de R$ 1,2 milhão para R$ 4,4 milhões. “Antes de entrar na vida pública, eu já era empresário”, justifica. “Minha empresa de engenharia, a Arca Eletron, tem sede em Goiás e nunca prestou serviço no DF”, garante.

Fazenda

Fraga também afirma que vive em padrões compatíveis com o que ganha. Desde 2002, o patrimônio do pefelista aumentou em R$ 900 mil. Ele comprou uma fazenda com 180 alqueires, em Niquelândia (GO), por R$ 200 mil. Também adquiriu uma outra propriedade rural em Água Fria (GO), com 220 alqueires, ao preço de R$ 420 mil, além de dois lotes na Colônia Agrícola Vicente Pires, que segundo ele, valem R$ 70 mil. “Não quitei a fazenda de Água Fria. Vou pagar em oito anos”, afirma Fraga.

Citado na CPI dos Sanguessugas, o deputado Jorge Pinheiro (PL) teve, em termos proporcionais, a maior variação patrimonial: 718%. Apesar da alta evolução, a diferença de R$ 143,7 mil registrada desde 2002 é compatível com o salário de parlamentar.

Metade da bancada do DF na Câmara dobrou patrimônio


As declarações de bens enviadas pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que metade da bancada do Distrito Federal na Câmara dos Deputados dobrou o patrimônio nos últimos quatro anos. Entre os parlamentares e suplentes que tiveram variação superior a 100% estão Osório Adriano (PFL), José Tatico (PTB), Tadeu Filippelli (PMDB), Alberto Fraga (PFL) e Jorge Pinheiro (PL).

Adriano declarou em 2002 patrimônio no valor de R$ 32,4 milhões. Na última declaração enviada ao TSE, os bens do pefelista estão avaliados em R$ 66 milhões, variação superior a 100%. A assessoria do parlamentar explicou que a diferença ocorreu pela incorporação de bens e reavaliação de ações do grupo Brasal e da holding Santa Maria, de propriedade do pefelista. Deputado federal eleito pelo DF, Tatico transferiu o domicílio eleitoral para Goiás. Mas, ainda em 2002, informou ter duas fazendas, 3% da empresa Itatico e 10 mil cabeças de gado. O rebanho, avaliado hoje em R$ 15 milhões, mais do que dobrou nos últimos quatro anos. Ele não foi localizado ontem para comentar a evolução patrimonial.

Assim como Osório e Tatico, Filippelli não vive também apenas do salário de deputado, cujo valor bruto é de R$12,8 mil. Em quatro anos, ele comprou uma fábrica de refrigerantes avaliada em R$ 1,9 milhão e um terreno no Setor de Mansões do Lago, por R$ 850 mil. O patrimônio dele cresceu de R$ 1,2 milhão para R$ 4,4 milhões. “Antes de entrar na vida pública, eu já era empresário”, justifica. “Minha empresa de engenharia, a Arca Eletron, tem sede em Goiás e nunca prestou serviço no DF”, garante.

Fazenda

Fraga também afirma que vive em padrões compatíveis com o que ganha. Desde 2002, o patrimônio do pefelista aumentou em R$ 900 mil. Ele comprou uma fazenda com 180 alqueires, em Niquelândia (GO), por R$ 200 mil. Também adquiriu uma outra propriedade rural em Água Fria (GO), com 220 alqueires, ao preço de R$ 420 mil, além de dois lotes na Colônia Agrícola Vicente Pires, que segundo ele, valem R$ 70 mil. “Não quitei a fazenda de Água Fria. Vou pagar em oito anos”, afirma Fraga.

Citado na CPI dos Sanguessugas, o deputado Jorge Pinheiro (PL) teve, em termos proporcionais, a maior variação patrimonial: 718%. Apesar da alta evolução, a diferença de R$ 143,7 mil registrada desde 2002 é compatível com o salário de parlamentar. Procurado pelo Correio, ele não retornou as ligações.


sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Zen total



Geraldo Alckmin acertou ao se definir como um candidato “absolutamente zen”. Zen voto, zen idéias, zen grana, zen apoio e zen chance.

E agora, dotô Saulo?!



O Ministério da Justiça começou a liberar a grana prometida ao governo de SP. Não sei se vocês se lembram, mas esta semana o secretário de Segurança, Saulo de Castro, disse que entregaria o cargo caso isso acontecesse. Aliás, uma promessa para lá de estranha: pedir demissão por ter mais verbas para tentar cuidar da crise da violência? Sei não, essa cidade anda estranha e cheia de gente esquisita.

Pesquisa aposenta especialista



As pesquisas eleitorais estão derrubando muitos ‘especialistas’ da cadeira. Essa, a meu ver, é a parte mais divertida dos resultados. Façamos um breve retrospecto:

1 - Queda de Lula
No do ano passado, alguns ‘especialistas’ faziam a extrema unção de Lula. Diziam que estava tudo acabado, que não havia a menor chance de reeleição. Os números estavam ali, apoiando teses, artigos, reportagens e demais textos divulgados aqui e alhures.

2 - Lula Ressuscita
Esses ‘especialistas’, que já rezavam a missa de sétimo dia do ex-quase-morto, levaram uma tremanda puxada de tapete no começo deste ano. Os novos números mostravam Lula não somente recuperado, mas praticamente ‘imbatível’. Como bons ‘especialistas’, trataram de enterrar Alckmin.

3 - Alckmin Ressuscita
Na política, assim como no mundo das histórias em quadrinhos, os personagens nunca morrem pra valer. Eis que Alckmin também volta à vida. Alguns ‘especialistas’ não escondem a satisfação, e tudo muda. È a segunda puxada de tapete violenta que essa turma leva.

4 - Heloísa Helena
No início, ela não tinha nada. Aí ganhou alguns pontinhos. Nas penúltimas pesquisas, cresceu bem. Mas de novo aqueles ‘especialistas’ trataram de velar corpo vivo. Surgiram boatos de que ela cresceria muito, o que não se comprovou nos números do mês passado. Foi o bastante para seu corpo ser também velado.

5 - A Nova Pesquisa
Alckmin cai 7 pontos, Lula cresce 4 e Heloísa Helena - que estava dada como morta - mostra seu potencial de ressurreição. Praticamente DOBROU SEU ÍNDICE. No Rio de Janeiro, é a segunda colocada. Ela era ‘útil’ a quem defendia Alckmin, pois sua presença no páreo levaria a disputa para o segundo-turno. Ocorre que ela passou a ameaçar, já que seu crescimento é proporcional à queda do candidato tucano.

Vamos ver qual o corpo encomendado desta vez pelos ‘especialistas’.



terça-feira, 8 de agosto de 2006

Direitos iguais.



A direção do PP aconselhou seus diretórios regionais a capricharem na produção dos seus programas eleitorais. Como o partido não tem candidato a presidente da República e só quer saber de driblar a cláusula de barreira, a idéia é calibrar o discurso, apresentar os candidatos a deputado federal bem produzidos e o mais importante: dar espaço igual a todos os postulantes. Os caciques da legenda é que não gostaram muito disso e andam reclamando dessa regra.

Sombra e cerveja gelada/ O ex-governador de Pernambuco Jarbas Vasconcelos (PMDB) anda tão preocupado com sua eleição para o Senado que aceitou o convite de amigos para ingressar na Academia Pernambucana da Boemia. A idéia da confraria, criada pelo ex-ministro Gustavo Krause (PFL), é reunir alguns nomes da política do estado. Nada como ser líder de pesquisa.

A carta de Alckmin


Caciques do PFL querem que Geraldo Alckmin (PSDB) invista mais no discurso social em seus programas eleitorais no rádio e na TV. Os pefelistas acham que o tucano deve parar de dizer que Bolsa-Família é esmola para pobre. A ordem agora é dizer para a classe mais baixa da população que, não pretende acabar com os projetos sociais do governo Lula, mas ampliá-los. Ou corrigir distorções. Seria uma espécie de Carta ao Povo Brasileiro de baixa renda.

A dúvida do tucano agora é como fazer isso sem deixar transparecer ao eleitor qualquer elogio ao governo do presidente Lula, que lidera as pesquisas. Mas, nas avaliações internas, há quem diga que vale a pena correr esse risco para tentar tirar votos do Presidente.


Do blog Amigos do Presidente Lula

O terror que está de volta


Facção criminosa é apontada como autora de 78 novos ataques a alvos civis e policiais na capital e no interior. Cinco pessoas saíram feridas e duas foram mortas. Sede do Ministério Público virou alvo

A segunda-feira mal havia começado e a onda de terror já estava instalada novamente em São Paulo. Às 4h de ontem, ataques com bombas caseiras, granadas e incêndios marcaram a terceira investida da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em três meses ao estado. Quatro civis e um vigilante ficaram feridos e dois suspeitos morreram durante os atentados, que destruíram 22 ônibus na capital paulista, em Jundiaí e nas regiões do ABC e de Campinas. Além dos ônibus e vans, viaturas da polícia, agências bancárias, postos de gasolina e prédios públicos foram atacados pelos criminosos. Foram pelo menos 93 alvos em 78 ataques. Doze pessoas foram presas até o início da noite. Um dos suspeitos de planejar as ações, Rodrigo de Brito Ubaldo, está detido no litoral de São Paulo desde domingo.

O ataque mais violento ocorreu contra o prédio do Ministério Público de São Paulo, no centro da capital. Uma bomba caseira explodiu na entrada do edifício, o que provocou a interdição da Rua Riachuelo. Janelas da sede do MP e de prédios vizinhos ficaram estilhaçadas – os pedaços de vidro atingiram o carro de um taxista, que não se feriu. A sede da Secretaria da Fazenda sofreu três explosões seguidas. Segundo testemunhas, os criminosos arremessaram granadas no local.

A ousadia dos integrantes do PCC chegou até mesmo ao prédio do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado, na zona norte. Duas viaturas da Polícia Civil que estavam estacionadas em frente do prédio foram incendiadas. Na Rua São Caetano do Sul, uma base da Guarda Civil Metropolitana foi atacada. Pelo menos três postos de combustível da capital foram incendiados. Um supermercado da zona leste também foi alvo dos criminosos. Os bandidos atacaram simultaneamente agências bancárias de todas as regiões de São Paulo, mas o foco principal foi a zona sul, onde quatro unidades foram incendiadas. No início da noite, foram registrados mais três atentados a ônibus na zona leste.

Só a Guarda Civil Metropolitana foi vítima de quatro atentados, em menos de uma hora. O primeiro aconteceu às 4h30, quando um grupo de homens que estava em um Gol branco atirou contra a fachada da base da Rua Manoel José Pereira. Meia hora depois, o alvo foi a base comunitária da Praça Eulália de Carvalho. Um guarda foi atingido por um tiro no peito, mas conseguiu escapar com vida graças ao colete à prova de balas. Naquele momento, quatro homens atacavam guardas civis na Inspetoria Regional da Vila Prudente. Ninguém ficou ferido.

Em meio à nova onda de ataques, o Tribunal de Justiça determinou que Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue seja retirado do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Ele faz parte da cúpula da facção, junto com Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da quadrilha, e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola.

Terror no interior
No interior, os ataques foram simultâneos. Pelo menos oito cidades foram atingidas, com atentados contra bases da polícia, postos de gasolina e agências bancárias. Os ataques em Ribeirão Preto, a 330km de São Paulo, começaram ainda na noite de domingo, com a depredação de caixas eletrônicos. Em Santo André, região do ABC paulista, dois bandidos foram mortos pela polícia, depois de jogarem bombas caseiras no fórum da cidade. Na ação, outros dois criminosos foram presos, e um, baleado. Só a Guarda Civil Metropolitana sofreu cinco ataques.

Em Jundiaí, a 60km da capital, houve cinco ataques em menos de meia hora. A partir das 3h30, os criminosos começaram a agir: em dois caixas eletrônicos e dois postos de gasolina, lançaram bombas caseiras e coquetéis molotov. Os explosivos atingiram as bombas de combustível, e a tragédia só não foi maior porque funcionários dos postos controlaram as chamas. Depois, os supostos integrantes do PCC atacaram um ônibus, que passava pelo bairro de São Camilo. Motorista e cobrador foram obrigados a descer do veículo, que foi incendiado. O dono da única empresa de transporte da cidade, a Viação Jundiaiense, resolveu tirar a frota de circulação, para evitar mais perdas.

O ataque em Sumaré, a 120km de São Paulo, aconteceu à zero hora de segunda-feira, com o lançamento de uma bomba caseira dentro da 3ª Delegacia de Polícia. O portal da cidade, localizado na Rodovia Virgínia Viel Campo Dall’Orto, foi alvejado com 15 tiros. Em Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste, Indaiatuba, Itapira e Americana, os ataques foram semelhantes. Não houve vítimas.

Os atentados prejudicaram o transporte público na capital e no interior. Com a destruição de 22 ônibus e o ataque a tiros a vários outros, o prejuízo foi de R$ 500 mil, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo. Ainda assim, as empresas não retiraram os ônibus de circulação. Na parte da manhã, algumas linhas deixaram de operar, mas, a partir das 12h, os veículos voltaram normalmente às ruas, sob a supervisão da polícia.


Suspensão de indulto

Embora o motivo dos ataques ainda não tenha sido descoberto, o governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), atribuiu as ações do PCC à ameaça, feita pelo Ministério Público Estadual (MPE), de não se conceder indulto aos presidiários por ocasião do Dia dos Pais, comemorado no próximo domingo. Investigações de promotores ligados ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) apontaram que, a exemplo do que aconteceu no feriado do Dia das Mães, quando a facção deflagrou 300 ataques ao estado, os detentos ligados ao PCC estariam planejando agir no fim de semana.

Lembo minimizou as ações criminosas deflagradas ontem, classificando-as de “situações muito simbólicas, mas sem efetividade”. Logo depois de participar de uma solenidade na qual entregou 433 carros à polícia, o governador afirmou que não há previsão de um esquema especial de policiamento no próximo domingo.

O comandante geral da Polícia Militar do estado de São Paulo, coronel Eliseu Ecler, disse ontem que os ataques podem voltar a acontecer até as eleições de outubro. Segundo Ecler, é possível fazer essa previsão por causa das escutas telefônicas de diálogos dos bandidos, recebidas pelas polícias Civil e Federal. Das 12 pessoas presas após os ataques criminosos desde a madrugada na capital, seis já tinham passagem pela polícia. Dois suspeitos de participar das ações criminosas foram mortos.

Três meses de medo

Os primeiros atentados do Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado de São Paulo aconteceram entre 12 e 19 de maio. Na ocasião, ocorreram 299 ataques a ônibus, prédios, delegacias, postos de gasolina e agências bancárias, além de motins em 82 unidades prisionais paulistas. Oitenta integrantes da facção foram mortos, além de 31 inocentes, que teriam resistido à ordem de prisão. Entre 11 e 14 de julho, o PCC voltou a atacar. Foram quase 100 ônibus incendiados e um saldo de oito mortes.

11 de maio
Informada por escutas telefônicas da possibilidade de megarrebelião, a cúpula de segurança opta por transferir 765 coordenadores do PCC para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. A informação ficou restrita ao comando da polícia.

12 de maio
Às 16h30, começa em Avaré o primeiro motim. A ordem de lançar os ataques foi dada por celular pelos líderes, ainda pela manhã, com duas linhas de atuação: megarrebelião e atentados contra a polícia. À noite, 15 carros atacam o 55º DP, no Parque São Rafael.

13 de maio
Configura-se a maior ofensiva do crime organizado já registrada no país. Ao todo, 24.472 detentos de 24 unidades prisionais rebelaram-se e fizeram 129 reféns. Em 69 atentados, 27 policiais e 1 civil são mortos. O secretário Saulo Abreu diz que a reação era “previsível” e libera o uso “de armas pesadas”. Somente nesse instante todos os policiais são alertados sobre o ataque
do PCC.

14 de maio
Em 73 horas, chegam a 73 o número de presídios rebelados, no maior motim simultâneo da história brasileira. O comando do crime organizado decide alterar a estratégia e resolve desestabilizar a ordem pública. No início da noite, mais de 40 ônibus são queimados.

Em seguida, começam a ser relatados ataques a agências bancárias. Até uma estação de metrô vira alvo. A polícia reage fortemente: 23 suspeitos são mortos.

15 de maio
O PCC determina o fim das rebeliões e a suspensão dos atentados. A ordem é dada após uma conversa entre Marcola e três representantes do governo. Medo e boatos praticamente param São Paulo – deixam de funcionar transporte público, escolas e comércio. Pela primeira vez, há mais agressores mortos nos ataques do que policiais.
A OAB ameaça cassar advogados ligados ao crime. A guerra do PCC, em sua primeira fase, terminou com 107 suspeitos mortos.

26 de junho
Em São Bernardo do Campo e Diadema, 13 supostos integrantes do PCC são mortos. No início de julho, a cúpula da facção opta por ampliar os ataques a agentes penitenciários. Seis agentes prisionais, dois carcereiros, um civil (filho e irmão de agente) são mortos.

11 a 14 de julho
O PCC começa a atacar prédios públicos e particulares, agências bancárias, lojas e ônibus. Agentes de segurança também são alvo. Oito pessoas morrem, sendo um policial militar e sua irmã, na zona norte de São Paulo; três vigilantes particulares, no Guarujá; e um guarda municipal, em Cabreúva. Em Campinas, morrem um agente prisional e o filho de um investigador.
No total, são 106 ataques e 121 alvos.

7 de agosto
Menos de um mês depois da segunda onda de ataques, o PCC volta a incendiar ônibus, prédios, postos de gasolina e a atacar policiais. Quatro civis são feridos e dois suspeitos morrem.

Saldo dos atentados

40
locais atacados

32
agências ou postos bancários

12
postos de gasolina

26
locais atacados a tiros

11
locais atacados com explosivos

22
ônibus incendiados


segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Pedágio selvagem


Há 233 quilômetros separando São Paulo de São Carlos, no interior do Estado. Guiando-se pelas rodovias Bandeirantes e Washington Luiz, é distância para pouco mais de duas horas de carro. As estradas são boas – e caras, absurdamente caras. Para ir e voltar, passa-se por dez pedágios. Ao todo, eles somam R$ 51,60, equivalente a R$ 0,11 por quilômetro. A quantia é absurda, quando se tem em conta que na Dutra paga-se R$ 0,07 por quilômetro, em uma estrada muito bem mantida. A diferença entre o preço de uma e de outra se deve ao estilo de concessão. Em São Paulo, a estrada foi entregue a quem se dispusesse a pagar um percentual mais alto de seu faturamento ao poder concedente. Há contratos no qual as empresas repassam ao Departamento Estadual de Estradas de Rodagem até 30% do seu faturamento. Quem paga por isso, claro, é o motorista. Nas estradas federais é diferente. A concessão foi feita sem ônus de concessão. Levou quem ofereceu o preço de pedágio menor. Ganhou o motorista.

Esse assunto é importante? É. Por toda parte que se vai há buracos rodoviários – cada vez maiores, cada vez mais próximos uns dos outros, cada vez mais antigos. É ridiculamente comum ver placas avisando que os quilômetros à frente estão esburacados. Nos mapas rodoviários, estradas intransitáveis por falta de manutenção estão assinaladas há anos. Trata-se de um desastre econômico e humano. A esta altura ninguém tem dúvida de que os brasileiros merecem boas estradas. A questão é como.

Cresce por aí a interpretação segundo a qual as pessoas estariam dispostas a pagar qualquer pedágio para ter boas rodovias, mas isso é provavelmente falso. As pessoas querem boas estradas e gostariam que elas fossem gratuitas. Afinal, já se pagam muita taxa e muito imposto no Brasil. E há um problema de natureza filosófica: o pedágio, qualquer que seja seu preço, estabelece uma restrição severa à liberdade de ir e vir. Sem dinheiro no bolso, os paulistanos já não vão à praia. Tampouco circulam pelo interior. Quem tem dinheiro sobrando não pensa nisso, mas trata-se de um problema real, que afeta milhões de pessoas. Os jovens, os pobres e os aposentados têm de arrumar dinheiro para comprar o carro, pagar todas as taxas ligadas a ele, comprar a gasolina cada vez mais cara e, claro, pagar o pedágio, que pode ser extorsivo. Haja recursos. Haja discriminação.
As companhias se defendem lembrando que nos países da Europa, assim como nos Estados Unidos e no Japão, os pedágios são mais caros do que aqui. E são. Mas a renda nesses países é muito maior. E o estilo de concessão é diferente: as empresas constroem estradas novas e cobram alto para que se trafegue por elas. É uma reposição de investimento que as vezes demora anos. Aqui, as empresas concessionárias (em geral empreiteiras) receberam estradas prontas, que têm de ser mantidas ou parcialmente ampliadas. Mesmo que o pedágio seja mais barato, a margem ainda é excelente. Sobretudo porque, dispondo de empreiteiras dentro do grupo, esses empresários fazem obras a preço de custo e o dinheiro circula dentro de casa. É um boníssimo negócio.

Essas questões voltam à baila no momento em que o governo federal se prepara para leiloar a concessão de outros três mil quilômetros de estradas. Somados aos 11 mil quilômetros já pedagiados, o Brasil vai ter mais de 7% de sua malha viária sujeita a pagamento. É muito, quando se lembra que nos EUA há sete mil quilômetros de rodovias pagas, enquanto na França o total é de 6,5 mil quilômetros. E não se trata apenas de um problema quantitativo. A qualidade das concessões também tem de ser discutida. Desta vez o governo federal decidiu cobrar ônus de concessão, exigindo um percentual de faturamento das concessionárias. É a receita paulista para subir o preço do pedágio. Claro, se diz que vencerá a empresa que oferecer o maior ônus com o menor pedágio. Mas é duro acreditar que, nessa disputa, o cidadão seja servido. Entre um Estado faminto por arrecadação e empresas preocupadas em aumentar suas margens, é provável que os brasileiros percam. Washington Luiz disse em 1920 que governar era abrir estradas. Agora, 80 anos depois, decidiu-se que governar é cobrar por elas – fechando os caminhos do Brasil ao progresso e aos mais pobres.


domingo, 6 de agosto de 2006

Heloisa Helena e Alckmin juntos para recriar a sudene


Que lindo, Alckmin e Heloisa Helena rezando pela mesma cartilha da corrupção de FHC.

Na primeira visita a Maceió (AL) como candidata oficial pelo PSOL à Presidência, a senadora Heloísa Helena defendeu ontem a reativação da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), órgão federal que foi desativado pelo governo FHC em razão de casos de corrupção. Alckmin diz a mesma coisa " Se eu for eleito, vou recriar a sudene" Nossa! nunca imaginei que um antro de corrupção dos tucanos fosse tema de eleição até para aquela doida da Heloisa Helena que disse um dia detestar o PSDB. Coisas da ética

Entidade de São Paulo afirma ter sido "usada" por deputado


A Instituição Filantrópica Parábola, entidade que atende cerca de 130 crianças e adolescentes carentes em São Paulo, afirma que foi "usada" pelo deputado Neuton Lima (PTB-SP) para repassar R$ 1,6 milhão, em 2005, a uma empresa de fachada da Planam, a Suprema Rio Comércio de Equipamentos de Segurança e Representações.

A verba, depositada pelo Ministério da Saúde em contas da Parábola, deveria ser usada para a compra de 27 ambulâncias por meio de emenda proposta em 2004 pelo deputado. As ambulâncias não foram entregues até hoje. A entidade, que alega que não sabia do esquema à época, fica na Vila Ester, em São Paulo, numa casa simples, com garagem para um carro.

Neuton Lima é um dos parlamentares citados em depoimento por Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam. A verba foi depositada em quatro parcelas, entre junho e outubro de 2005, em duas contas da entidade abertas para o convênio, em uma agência do Banco do Brasil em Taboão da Serra (SP). A abertura da conta é exigência do Ministério da Saúde.

A seguir, a verba foi repassada para a conta da Suprema Rio Comércio, cujo proprietário é Ricardo Waldmann Brasil, que foi preso pela Polícia Federal sob a acusação de manter a empresa a serviço da Planam.

A presidente da Parábola, Marisa Mello, disse que foi uma assessora do deputado quem a procurou, em 2004, pedindo que ela firmasse o convênio. Segundo Mello, a assessora disse que os veículos iriam para outras instituições que, por não terem registro de filantrópica, não podiam receber verba do Orçamento em convênios com o Ministério da Saúde.

A chefe-de-gabinete do deputado Neuton Lima, Izildinha Linares, disse à Folha que foi a entidade quem procurou o deputado pedindo ambulâncias. "O dinheiro [R$ 1,6 mi] a gente sabe que chegou na conta. Acham que este recurso passa pelo deputado, e não passa. Vai direto para a conta da entidade", disse Linares: "Se ela não tivesse aceitado [o convênio], por que ela não devolveu o dinheiro do ministério?"

O preço estipulado nas emendas para cada ambulância era R$ 50 mil. Um documento do Ministério da Saúde foi assinado pela chefe-de-gabinete do deputado como "dirigente ou representante legal" da Parábola. Linares disse que a dona da Parábola assinou procuração para que o gabinete cuidasse do trâmite do convênio.

O advogado da Parábola, Marcos Vinícius Oliveira, admitiu que Mello assinou a procuração porque "confiou" no deputado: "Se ela [Mello] tivesse me consultado antes, eu jamais deixaria ela assinar uma procuração. Ela achou que estava tudo bem, até porque a Izildinha já havia ajudado a Parábola antes. Veio um rapaz que é funcionário da Planam. Foi ele quem preparou toda a documentação para entrar com o pedido. O material já chegou pronto", disse.

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Líderes tucanos de Sergipe apóiam Lula


A prefeita de Itabaiana (3º maior colégio eleitoral) e presidente do PSDB de Sergipe, Maria Mendonça, e o deputado federal Bosco Costa se desfiliaram do partido tucano, renunciaram aos seus cargos e declararam apoio às candidaturas de Lula presidente, Marcelo Deda governador e José Eduardo Dutra senador na quinta-feira da semana passada. Bosco Costa era o presidente do PSDB no Estado e foi substituído por Maria Mendonça, que tomou o mesmo caminho.

“O PSDB de Sergipe está rachado e a candidatura dele (Alckmin) será atingida por isso. Vários prefeitos tucanos também já decidiram apoiar Lula”, afirmou Bosco Costa.



A prefeita de Itabaiana (3º maior colégio eleitoral) e presidente do PSDB de Sergipe, Maria Mendonça, e o deputado federal Bosco Costa se desfiliaram do partido tucano, renunciaram aos seus cargos e declararam apoio às candidaturas de Lula presidente, Marcelo Deda governador e José Eduardo Dutra senador na quinta-feira da semana passada. Bosco Costa era o presidente do PSDB no Estado e foi substituído por Maria Mendonça, que tomou o mesmo caminho.

“O PSDB de Sergipe está rachado e a candidatura dele (Alckmin) será atingida por isso. Vários prefeitos tucanos também já decidiram apoiar Lula”, afirmou Bosco Costa.

“Sem perder nunca a ternura, temos que responder à altura”


Lula: “oposição é desaforada e não tem moral para nos atacar”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou no último domingo, em Florianópolis, que “a oposição é desaforada e não tem moral para nos atacar”. “Não vamos levar desaforo para casa”, prosseguiu. “Não permitiremos que alguns que nunca foram éticos na política brasileira tentem jogar para cima do PT uma coisa que prezamos”, defendeu. “Neste debate, sem perder nunca a ternura, temos que responder à altura”, acrescentou Lula.

PUNIÇÃO

No ato, realizado no Centro de Convenções de Florianópolis, e que reuniu mais de três mil pessoas, Lula seguiu desmantelando a demagogia da oposição tucano-pefelista: “Eles não podem querer se comparar com o nosso governo na questão ética nem em nenhuma outra área”.

Ele ressaltou que nunca tolerou nenhum tipo de impunidade e que se manterá fiel a esse compromisso. “Nunca punimos inocentes. Mas nunca inocentamos culpados”, enfatizou. “As falhas e os erros cometidos em governos anteriores são bem maiores. Quem errou tem que ser punido”, prosseguiu Lula, acrescentando que “a oposição ofende o tempo todo, mas não é capaz de mostrar o que fez melhor que nós”.

Criticando o que chamou de campanha difamatória contra o governo, o presidente afirmou que o escândalo dos sanguessugas é um exemplo de como algumas informações têm sido distorcidas. “Na verdade, fomos nós que, através da Controladoria Geral da União, iniciamos as investigações. A própria CPI dos Sanguessugas está fazendo o seu trabalho a partir de um relatório produzido pelo governo federal. Quer dizer, estamos investigando todo o caso e fornecendo os elementos para que os culpados sejam punidos”.

O presidente lembrou também que, no mesmo caso dos sanguessugas, as investigações apontam para o envolvimento de “mais de cem prefeitos do PSDB e do PFL” e reafirmou que não admitirá nenhum tipo de impunidade. “Prova disso”, recordou o presidente, “são as operações que a Polícia Federal tem realizado em todo o país. A Polícia Federal tem desmantelado quadrilhas que operavam desde a década de 90 e nunca haviam sido incomodadas por governos anteriores”, denunciou.

No ato, o presidente recebeu o apoio das lideranças da juventude de Santa Catarina. O “Comitê Suprapartidário Lula Presidente”, composto pela Juventude do PT (JPT), Juventude Revolucionária 8 de Outubro (JR8) e União da Juventude Socialista (UJS), redigiu um manifesto de apoio à reeleição, assinado por 39 dirigentes de entidades estudantis do Estado. O documento foi entregue por Eduardo Foschiera, da JPT, Diego Selau, da UJS e por Armando da Cruz, da JR8. O texto afirma que “apostar na juventude é investir no Brasil”. “Estamos diante da oportunidade e de um momento de continuar aprofundando as mudanças no Brasil. O sonho das mudanças da maioria do povo brasileiro concretizou-se na eleição de Lula e estas eleições vão definir se o novo ciclo de desenvolvimento irá continuar mudando esse país”, enfatiza o documento.

No sábado à noite, em comício realizado em Porto Alegre, Lula disse que debate com a oposição sobre qualquer assunto. “Quero debater qualquer tema. Educação, saúde, geração de empregos, economia. Aí vamos ver se tem comparação entre o que este governo realizou e o que eles realizaram”, afirmou Lula, arrancando aplausos do público que lotou o ginásio Gigantinho.

Em outro comício, na cidade de São Leopoldo, na tarde do sábado, Lula afirmou também que a principal característica de um segundo mandato será o “desenvolvimento com geração de emprego e distribuição de renda”. Ele lembrou que o seu governo já avançou muito nessa direção, mas poderá avançar ainda mais nos próximos quatro anos em função da estabilidade econômica, dos projetos de infra-estrutura em andamento e do processo de distribuição de renda e de geração de empregos que está promovendo a maior inclusão social do país em décadas”.

Para Lula, as mudanças em curso no Brasil se explicam em função do governo “ter compromisso com todos, principalmente com aqueles que mais precisam. E governar bem é saber escolher prioridades e ter compromisso com o povo”, destacou. “Fora o momento em que Getúlio Vargas criou a CLT, garantindo os direitos dos trabalhadores, nunca um governo esteve tão próximo do povo”, disse Lula.

O presidente enumerou os investimentos e as ações que a sua administração tem realizado para oferecer uma educação pública de qualidade em todos os níveis de ensino e completou: “Estamos preparando o Brasil para sair da lista de países emergentes e entrar na lista dos países efetivamente desenvolvidos. E esse salto se dará principalmente através da educação e do desenvolvimento econômico com inclusão social”.

CRÍTICAS

Depois de citar os grandes projetos de infra-estrutura em andamento em várias regiões do país e as pesquisas com biodiesel e o H-BIO, entre outras que estão fazendo o “Brasil se tornar uma grande potência energética”, Lula dirigiu novas críticas à oposição: “Eles estão incomodados com o que fizemos até agora para o Brasil avançar. E vão ficar ainda mais quando perceberem a dimensão do que faremos nos próximos quatro anos”.

Ex-ministro quer Serra investigado pelas fraudes dos sanguessugas


O ex-ministro da Saúde, deputado Saraiva Felipe (PMDB/MG), defendeu que os ex-ministros José Serra e Barjas Negri, que ocuparam o cargo na gestão de Fernando Henrique, quando o esquema dos sanguessugas começou a operar, sejam investigados. Ele lembrou que a Controladoria-Geral da União detectou que as irregularidades ocorrem desde 2001.

Saraiva Felipe afirmou que foi informado da situação somente em janeiro deste ano, três meses antes de deixar o cargo, mas determinou que a apuração fosse agilizada. “Dei toda cobertura para as investigações”, destacou.

O ex-ministro relatou que logo que assumiu o posto de ministro, em julho de 2005, solicitou ao então ministro-chefe da Controladoria que indicasse um funcionário para acompanhar as transferências de recursos para estados e municípios. O indicado foi o técnico Franz Varga que, em janeiro deste ano, o procurou para informar sobre o esquema de compra superfaturada de ambulâncias. “O Franz Varga me disse que, desde 2001, existia a investigação sobre o esquema, que envolvia funcionários do ministério e emendas de parlamentares, passando também por prefeituras”, contou.

“Eu estranhei a citação do meu nome, pois fui eu que havia facilitado a investigação no Ministério. O que espero, agora, é que a CPI não seja usada para fins políticos, mas sim para, objetivamente, averiguar os fatos”, declarou. Saraiva Felipe anunciou que pretende se antecipar a qualquer convocação da CPI dos Sanguessugas, para prestar esclarecimentos e colaborar com os trabalhos. “Não é uma defesa, porque não tem acusação. É uma manifestação em virtude de uma citação secundária de meu nome”, acrescentou.

Sanguessugas: serristas manipulam dados


Após a Controladoria Geral da União (CGU) divulgar os balanços das investigações implementadas pelo governo federal, que desbarataram a quadrilha dos sanguessugas instalada no Ministério da Saúde durante a gestão de José Serra, os tucanos se utilizaram de uma matéria publicada na “Folha de S. Paulo”, assinada por Hudson Corrêa, para tentar manipular informações e tirar o seu candidato ao governo de São Paulo do centro das apurações.

A CGU apresentou números detalhados apontando que, entre os anos de 2000 e 2004, a Planam recebeu R$ 78,9 milhões do Ministério da Saúde pela venda dos veículos. Deste total, R$ 56,5 milhões (71,52%) foram liberados entre 2000 e 2002, ou seja, na gestão de Serra.

Até o momento, a CGU identificou 591 prefeituras que adquiriram as ambulâncias por meio da Planam. Embora nem todas possam estar envolvidas, o número de municípios administrados pelo PSDB e PFL é imensamente superior a outros partidos. Quase 40% das prefeituras envolvidas são do PSDB (128) e do PFL (107).

Entretanto, na sexta-feira passada, dois dias depois da divulgação dos dados pela CGU, a “Folha de S. Paulo” afirmou que a “Planam cresceu mais durante gestão de Lula”. Atribuindo dados à Polícia Federal, o texto afirma que a empresa Planam teve maior movimentação financeira nos anos de 2004 e 2005. Segundo a “Folha”, a Planam movimentou apenas R$ 229 mil em 2000; R$ 196,5 mil em 2001; R$ 3,4 milhões em 2002; R$ 3,1 milhões em 2003; R$ 21,2 milhões em 2004 e R$ 14,4 milhões em 2005.

A CGU informou que o grupo Planam recebeu os seguintes valores do Ministério da Saúde: R$ 9,6 milhões em 2000; R$ 19,8 milhões em 2001; R$ 27 milhões em 2002; R$ 13,4 milhões em 2003 e R$ 9 milhões em 2004. A CGU não divulgou os dados de 2005.

O detalhe nisso tudo é que o texto escondeu intencionalmente que antes de 2003 os donos da Planam utilizavam outras empresas de sua propriedade para superfaturar a venda das ambulâncias. Somente após o governo Lula iniciar as investigações que desmontaram a quadrilha foi que o grupo utilizou principalmente a Planam. Ou seja, ao divulgar os números somente da empresa Planam e não do grupo Planam, o texto inverte o que realmente ocorreu: que os sanguessugas se locupletaram na gestão de Serra e foram desmontados no governo Lula.

O texto também dissimula sobre o fato de citar a movimentação financeira e não o que recebeu concretamente do governo.

Já no sábado, ao publicar o desmentido do ministro da CGU, Jorge Hage, num espaço minúsculo, o jornal ainda mantém o embrulho e não admite a sua manipulação. O texto apenas afirma que o ministro “ressaltou que é preciso olhar a receita do conjunto de empresas da família Vedoin. Em 2002 e 2003, a Klass e a Santa Maria (usadas para burlar licitações) tiveram com a Planam forte movimentação financeira”. “Não dá para comparar laranjas com bananas”, afirma o ministro em sua única frase publicada.

KAPAZ

Um dos arrecadadores da campanha de Alckmin, o ex-deputado Emerson Kapaz, foi flagrado entre os receptores de propina do esquema sanguessuga. Em depoimento à Justiça Federal, Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam, revelou que Kapaz indicou cinco contas para receber o dinheiro por ter emendas para a compra de ambulâncias. Uma das contas foi a da sua então esposa, Laura Hosiasson, que confirmou ter recebido o depósito. O tesoureiro tucano é acusado de ter recebido R$ 52 mil em propina.

Quércia: “Vou transformar a Nossa Caixa num Banespa”


“O Banespa foi um instrumento para fazer São Paulo crescer. Vou fazer da Nossa Caixa, que muita gente pensa em privatizar, coisa que eu não deixaria jamais, um novo Banespa”, afirmou o candidato do PMDB ao governo paulista

Ao ser questionado na última segunda-feira se foi um erro a privatização do Banespa, o ex-governador e candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Orestes Quércia, afirmou que “não foi um erro, foi um crime”. “O governo do PSDB acabou fazendo uma guerra contra o Banespa e entregou o banco. Foi um crime contra São Paulo, contra a agricultura, contra a pequena e média empresa”, ressaltou.

Quércia relembrou o assunto da privatização do banco em duas oportunidades. A primeira foi durante a sua intervenção na palestra proferida na sede da Força Sindical, que promoveu um debate com os principais candidatos ao governo do Estado, na tarde de segunda-feira. Quando dissertava sobre o desenvolvimento do Estado e a necessidade de implementar uma política de geração de empregos, Quércia disse que “vocês possivelmente se lembram que nós tínhamos em São Paulo o Banespa, o banco do Estado, que sempre foi fundamental para puxar a economia. O Banespa sempre foi um instrumento para fazer São Paulo crescer, se desenvolver. Um dos aspectos pelo qual o Estado tem sofrido é por não ter um instrumento destes para ajudá-lo”.

Neste momento, Quércia afirmou que, caso eleito, irá transformar o banco estatal Nossa Caixa num novo Banespa, reestruturando-o para financiar a agricultura, a indústria e novos empreendimentos que gerem empregos. “Eu vou restabelecer o Banespa em São Paulo. Vou fazer da Nossa Caixa um novo instrumento para o desenvolvimento do Estado. Vou fazer da Nossa Caixa, que muita gente pensa em privatizar, coisa que eu não deixaria jamais, um instrumento para financiar pequenas e médias empresas, trazer empresas para São Paulo”, afirmou o peemedebista.

CRIME

Posteriormente, em entrevista coletiva, o ex-governador foi ainda mais enfático e detalhou os crimes cometidos pelos tucanos durante todo o processo de doação do banco, que iniciou com uma intervenção do governo federal e terminou com a sua entrega para o espanhol Santander. “Fizeram uma intervenção criminosa e esse crime foi comprovado com uma matéria histórica na (revista) Carta Capital. Mesmo assim, pela influência do governo do PSDB na época, tudo ficou por isso mesmo. Eles fizeram uma avaliação do Banespa por pouco mais de R$ 1 bilhão e ele foi vendido para o Santander por R$ 7 bilhões. Em três anos, o Santander ganhou 10 bilhões de lucro. Ou seja, em três anos pagou o banco, mostrando a vergonha que significou tirar o Banespa de São Paulo”, disse Quércia.

As referências do ex-governador em relação ao processo de privatização do banco trazem à tona uma história nebulosa e recheada de fraudes que mostram claramente como a ação orquestrada dos tucanos com setores da mídia, para dissimular os seus crimes, podem, por algum tempo, deturpar a verdade e incriminar pessoas inocentes.

PRIVATIZAÇÃO

Ao assumir o governo de São Paulo e o governo federal, em 1995, os tucanos – inimigos históricos do ex-governador, iniciaram uma campanha insinuando que Quércia havia quebrado o Banespa. O objetivo era desgastar politicamente o peemedebista e ao mesmo tempo criar condições para privatizar o banco, afirmando que seria lucrativo para o Estado até mesmo pagar para alguém assumir o Banespa.

Em outubro de 2001, o HP publicou uma matéria contando detalhadamente toda a história do crime cometido pelos tucanos. O banco sofreu uma intervenção federal no final de dezembro de 1994 já com a intenção de prepará-lo para a privatização. Já no governo Fernando Henrique um grupo de açambarcadores, escolhido a dedo, iniciou uma auditoria para tentar encontrar uma vírgula fora do lugar para justificar a entrega do banco e para tentar culpar Quércia. Nada foi encontrado.

FRAUDE TUCANA

Foi então em agosto de 1995 que os interventores Gustavo Loyola, então presidente do Banco Central, os diretores Alkimar Moura e Cláudio Mauch, o presidente da comissão, Antônio Carlos Verzola, o sub-procurador Manoel Lucívio de Loiola, o ex-relator da comissão de inquérito aberta pelo BC, Carlos José Braz de Lemos, além de outros subprocuradores, tramaram a falsificação do balanço contábil do Banespa.

Nessa reunião, Carlos José Braz de Lemos apresentou um relatório dizendo que o patrimônio líquido do Banespa, ao contrário do que diziam os tucanos, era positivo em R$ 1,7 bilhão. Mas Alkimar Moura ordenou que o relatório fosse totalmente deturpado. Ele disse que tinha que “arrumar alguma maneira de tornar o patrimônio líquido negativo” para poder “ incriminar ex-governadores”. “Só há uma maneira de responsabilizá-los”, adendou um membro da comissão do BC: “basta contabilizar toda a dívida do Estado para com o Banespa na conta créditos em liquidação”. Então, por ordem de Alkimar Moura e Gustavo Loyola, foi tomada a decisão de modificar o relatório e “avermelhar” as contas do Banespa.

A contabilização da dívida do Estado com o Banespa na conta de “créditos em liquidação” era um procedimento totalmente ilegal e fraudulento. O Banespa não só apresentava, em 1994, um patrimônio liquido positivo como dava lucro e estava totalmente em dia com os seus pagamentos. E o Estado também pagava em dia suas dívidas com o Banespa.

A fraude já havia sido desmascarada quando a publicação do balanço fraudado por Alkimar Moura foi barrada na Justiça por uma ação impetrada pelo ex-governador Orestes Quércia (PMDB-SP). O governador provou na Justiça que os números haviam sido adulterados com o objetivo de se criar uma falsa situação de falência do Banespa. O Poder Judiciário impediu, por quase um ano, a publicação do balanço.

GOLPE

Além deste crime, posteriormente o governo Fernando Henrique/Serra, com a ajuda de Alckmin e caterva, consumaram o golpe entregando o banco para o Santander. Com um patrimônio líquido avaliado em mais de R$ 11 bilhões e ativos de mais de R$ 28 bilhões, o Banco de São Paulo e um dos maiores do Brasil, responsável pelo financiamento de quase toda a produção agrícola do Estado, foi oferecido por R$ 1,85 bilhão. Ainda houve mais presentes como a isenção fiscal no valor de R$ 5,15 bilhões, além de R$ 700 milhões em lucros de janeiro a setembro de 2000 - ano em que o banco foi doado ao Santander por R$ 7 bi.

CPI

Esse crime foi totalmente desvendado pela CPI do Banespa instalado na Câmara dos Deputados. Após dez meses de trabalho, dezenas de depoimentos e mais de 50 mil páginas de documentos a CPI comprovou toda a sórdida armação dos tucanos contra o banco paulista. Obviamente, a divulgação deste fato não ganhou o mesmo espaço dado na mídia para denegrir a imagem do ex-governador. Como o próprio Quércia afirmou na época, “agora que o relatório me inocenta não tem repercussão na imprensa (risos). A calúnia e a difamação são como soltar de cima de uma torre um saco de paina. Eles soltaram: ‘Quércia quebrou o banco’, aquilo espalha e se vai. A frase permanece. É a força do governo na imprensa. Eles são uns criminosos, arrogantes. Usaram a máquina do Estado para me perseguir politicamente e destruir um instrumento fundamental para São Paulo, o Banco do Estado”.

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Brasil será independente em energia até 2008, diz o Presidente Lula


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o Brasil será independente de qualquer outro país no que se refere à área energética até 2008. Em entrevista concedida à rádio CBN, a primeira exclusiva como candidato, Lula disse que esta foi a conclusão de uma reunião realizada pelo Conselho Nacional de Política Energética logo após a Bolívia ter anunciado que iria nacionalizar as reservas de hidrocarbonetos. "Nós decidimos que até 2008 nós vamos deixar de ser dependente de qualquer país do mundo em se tratando de energia", afirmou o presidente.

Lula também caracterizou como "grave" o fato de o Brasil ter se tornado tão dependente do gás boliviano. "O que é grave é que um Pais como o Brasil não poderia ter ficado tão dependente do gás da Bolívia. Isso é que é grave", disse Lula. "A gente viveu até 1998 sem o gás da Bolívia. Por quê de repente a gente ficou dependente?", indagou. Mesmo assim, o presidente negou que tenha qualquer intenção de dar algum tipo de tratamento diferente ao gás boliviano em um eventual segundo mandato.


Segundo ele, há um acordo de 19 anos em andamento e que deve ser cumprido. "Não tem tratamento diferente. Temos um acordo", afirmou. Lula voltou a defender a legitimidade da decisão boliviana de nacionalizar suas reservas, mas destacou que, caso seja colocadas na mesa propostas de estatizar ativos da Petrobras, os bolivianos "sabem que terão que pagar o preço".


De acordo com o presidente, o biodiesel aparece atualmente entre os pontos de uma "revolução" que está em andamento no Brasil como um todo, inclusive no setor energético. Segundo ele, o País produzirá 840 milhões de litros do combustível no ano que vem, o que vem se traduzindo na geração de 210 mil empregos no campo.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Governo inflou gasto publicitário em 2001


KENNEDY ALENCAR

Apesar de o Orçamento da União de 2001 ter estipulado uma despesa máxima em publicidade de R$ 124,6 milhões no ano todo, o governo federal gastou pelo menos R$ 303 milhões, segundo números do Tesouro Nacional. A cifra é 143% maior do que a autorizada pelo Congresso.
Isso ocorreu porque o governo fez um gasto disfarçado. Na lei orçamentária de 2001, ficou claro que a administração direta (excluídas as estatais) poderia gastar em propaganda R$ 124,6 milhões. Mas na hora de executar as despesas desse tipo, usou recursos de outros programas.
O Congresso não fica sabendo disso, e os gestores dos programas têm liberdade para aplicar o quanto desejarem em propaganda. Ressalve-se que não é uma despesa ilegal. É uma despesa sem controle do Legislativo, o poder que aprova o Orçamento.
Os recursos de publicidade constam da dotação "0752 -Gestão de Política de Comunicação de Governo", cujo objetivo, segundo a lei orçamentária, é "divulgar as políticas públicas e os programas de governo".
No entanto, para efeito do Tesouro, o gasto que excede o autorizado pelo Congresso é reunido em um subelemento de despesa que faz parte de todos os 365 programas do governo. Para especialistas, o subelemento não é uma categoria do Orçamento, mas uma categoria criada pelo Executivo para classificar um gasto em publicidade que não foi detalhado na proposta de lei orçamentária.
O Orçamento da União não contém a maior fatia de gasto de publicidade do governo e que se dá por meio das empresas estatais, principalmente Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES. Somados, os gastos elevam o governo ao posto de maior anunciante do país.

Ministérios

Entre os ministérios, o que mais gastou no ano passado foi o da Saúde, então ocupado pelo atual pré-candidato do PSDB ao Planalto, o senador José Serra.
Até 19 de janeiro de 2002, dois dias depois de Serra ter anunciado sua pretensão presidencial, a Saúde gastou em publicidade R$ 81,3 milhões relativos ao Orçamento de 2001, cuja autorização específica para esse tipo de gasto era de R$ 15,8 milhões. Os R$ 65,5 milhões executados a mais representam um acréscimo de 414,5% em relação ao valor aprovado pelo Congresso.
O Ministério da Educação, chefiado por Paulo Renato Souza, foi o segundo que mais gastou em volume de recursos. O Congresso autorizou R$ 10 milhões, mas a execução orçamentária foi R$ 42,5 milhões. Execução orçamentária é o gasto feito e não só o prometido (empenhado) ou o autorizado (fixado pelo Orçamento).
Mas há casos que chamam mais atenção ainda, como o do Ministério do Esporte e Turismo, pasta que executou 1.070,59% acima do autorizado pelo Orçamento. O Congresso aprovou R$ 3,4 milhões, mas o então ministro, deputado federal Carlos Meles (PFL-MG), gastou R$ 39,8 milhões. Curiosidade: há casos de órgãos que não destinaram nenhum recurso para publicidade, mas que executaram gastos desse tipo no subelemento. Em 2001, um exemplo foi o Ministério de Minas e Energia.
Essa pasta gastou R$ 28 milhões em publicidade. Toda essa verba foi citada no subelemento de despesa. Na autorização da lei orçamentária do ano passado não havia um centavo previsto para despesas com propaganda.

Garotinho e a máfia dos combustíveis


Nos bastidores do poder


Mais acusações (gravadas) contra Anthony Mateus

Envolvimento com a máfia dos combustíveis


Poucos governadores podem se orgulhar de terem sido tão acusados, antes, durante e depois do governo como Anthony Mateus. Favorecimento, enriquecimento ilícito, pagamento de mais de 300 estações de rádio no Brasil inteiro para a campanha eleitoral, fatos e mais fatos impressionantes e não desmentidos.

Até José Dirceu se enfileirou entre os que acusaram Anthony Mateus com números, dados e referências. O ex-poderoso chefe da Casa Civil de Lula afirmou: "O ex-governador Garotinho está gastando 30 milhões (não falou a moeda) na pré-campanha. E se sair candidato a presidente, gastará 150 milhões". Anthony Mateus afirmou: "Vou processar José Dirceu". Até agora, nada.

O jornal O Globo despejou (a palavra é essa) em cima do ex-governador inacreditáveis e irrefutáveis acusações, que levaram dias sendo publicadas. Páginas e mais páginas diárias, com manchetes e chamadas na Primeira. Não podendo desmentir o jornal, o ex-governador engendrou o show da "greve de fome", que acabou por desmoralizá-lo. (Mais ainda?).

Agora é o Correio Braziliense que se coloca nessa central de acusações, com algumas ainda mais graves. A matéria, excelente, é assinada pelo repórter Amaury Ribeiro Jr. O título da reportagem de página inteira: "GRAVAÇÕES ENVOLVEM GAROTINHO". E são tão graves que provocaram reunião com assessores especialíssimos e advogados não tão especiais do próprio ex-governador.

É impossível publicar tudo. Mas vejamos alguns fatos. Que segundo o repórter e o jornal foram estabelecidos em gravações feitas pela Polícia Federal, que investigava conversas de integrantes da chamada "máfia dos combustíveis". Nessas gravações, aparecem inúmeras citações do ex-governador. Amaury Jr. e o Correio Braziliense, seguindo a boa prática e rotina jornalística, tentaram ouvir o ex-governador. Que declarou: "Não quero comentar".

1 - São 26 CDs com gravações feitas pela Polícia Federal.

2 - A investigação era exclusiva para apurar a ação da "máfia dos combustíveis".

3 - Nessas gravações, "conteúdos explosivos sobre o Palácio Guanabara". (Textual da matéria).

4 - "Os bastidores das gravações revelam conversas de Garotinho, o então chefe de Polícia do Rio e lobistas e policiais presos e condenados". O jornal não omite uma linha nem se excede na transcrição das gravações.

5 - Da gravação: "Está sendo negociada concessão especial para isentar de impostos uma distribuidora de combustível".

6 - E logo a seguir: "Isso acabou por abrir a torneira para os mafiosos dos combustíveis sonegarem impostos, mediante o pagamento de propina". São revelações impressionantes, "concessões" que têm que vir "lá de cima".

7 - Mais adiante, o personagem gravado confessa: "Não sabemos o valor da propina que o ex-governador quer cobrar". Falam com desembaraço, sem constrangimento, ligam propina e governador com a maior tranqüilidade.

8 - O homem gravado (que depois falou com o Correio Braziliense) garante: "Vai haver uma reunião, possivelmente na CASA DO GAROTINHO. Fiquem atentos, pois, quando tiver que ser feito o negócio, tem que saber o valor da propina do ex-governador, para que o LUCRO NÃO SEJA PEQUENO".

9 - É muita coisa, terminamos com a afirmação do repórter e do jornal: "A polícia não se interessou nem mesmo em saber o nome do lobista. E ainda retirou trechos e alterou pontos da gravação".

Essa é mais uma contribuição para a biografia do ex-governador que pretendia ser presidente da República. Nunca teve a menor chance. Foi por isso que teve a legenda negada pelo PMDB? Acredito que foi por isso, mas principalmente pelo "conjunto da obra". Volumosa e exuberante.

PS - Dos deputados acusados na CPI dos sanguessugas, 13 são do Estado do Rio. Ficou provado: a corrupção é contagiosa, não existe plano de saúde capaz de evitar a contaminação.



segunda-feira, 17 de julho de 2006

CPI quer saber como presos pagam advogados



Relator da CPI do Tráfico de Armas, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), se surpreendeu quando o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Camacho, o Marcola, contou, no depoimento prestado à comissão no mês passado, que o dinheiro de seus assaltos financiava o pagamento de advogados. É justamente para evitar que o dinheiro ilícito do crime organizado financie advogados que o relator pretende propor mudanças na legislação, exigindo a comprovação da fonte de recursos dos honorários pagos pelos presos.

O relator antecipou alguns pontos do seu relatório, que será apresentado no fim de agosto, e informou que encomendou estudo para verificar como outros países tratam o tema e punem presos e advogados que recebem dinheiro de fonte ilícita. O estudo vai servir de base para as recomendações que o deputado quer incluir no relatório.


"A origem ilícita dos honorários dos advogados é um tema do qual a sociedade brasileira nunca refletiu a respeito. Como pode um cara como o Marcola, que está preso há sete anos e é de família humilde, ter quase 20 advogados? Como ele paga?", disse o relator.


Pimenta esperava que, no depoimento à CPI, Marcola desse a resposta mais comum, a de que a família bancava os advogados. "Ele me respondeu: 'Doutor, o senhor não sabe os crimes que eu cometi? O senhor não conhece os assaltos de que eu participei.' Eu perguntei: Como assim, você pagava os advogados com o dinheiro dos assaltos? 'Exatamente, tenho dinheiro para pagar todos os advogados que eu precisar'."


O relator vai propor também a exigência da revista com detectores de metais de todas as pessoas que entrarem nos presídios, inclusive advogados. "Temos de ter um sistema que garanta que nenhuma pessoa entrará no presídio sem ser revistada. O advogado também terá que ser revistado", afirmou. Para ele, não há como ignorar que a falta de detectores e a ação corporativa contra a revista têm colaborado para que uma minoria de advogados use de suas prerrogativas para entrar com celulares nos presídios.


Restrição de Acesso - Segundo Pimenta, o relatório vai recomendar também mudanças na legislação para restringir o acesso dos advogados aos presos. Eles só poderão receber visitas dos seus advogados constituídos por procuração. Hoje, segundo o relator, há uma "liberalidade excessiva" na interpretação da Lei de Execuções Penais, que garante ao preso o direito de receber seu defensor.


"Em São Paulo, todos os presos têm direito de receber qualquer advogado, a qualquer dia, a qualquer hora. Isso faz com que haja uma romaria nos presídios, de advogados de facções, compondo canais de comunicação entre os presos", disse o relator. "Figuras como Marcola e Macarrão (Orlando Mota Júnior) recebem semanalmente vários advogados que não são os deles. Eles foram fazer o quê? O que isso tem a ver com o princípio da ampla defesa?"


A tipificação do crime organizado será outra proposta que o relator vai recomendar. "Nós hoje não temos tipificado o crime organizado, uma lei que permita que um delegado indicie alguém por crime organizado." Segundo ele, o foco principal do relatório será a necessidade de uma política integrada de combate ao tráfico de armas e munição. "A idéia é criar uma ação conjunta do Estado, que hoje não existe. O Exército hoje tem competências, a Polícia Federal e a Receita Federal têm as suas e as Secretarias de Segurança dos Estados, outras. Não há nenhuma ação integrada.Nem sequer há uma troca de informações."


Como o relatório será divulgado no período em que a campanha eleitoral vai esquentar, o relator admitiu que seu conteúdo poderá ser mais debatido pelos candidatos: "Nós não pensamos com esse enfoque, mas, evidentemente, vai acabar tendo essa função."


sábado, 15 de julho de 2006

Quércia rejeita insinuações de ligação entre PT e PCC


O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Orestes Quércia, afirmou que era uma "ilação" (indução) a afirmação do também candidato José Serra (PSDB) de que haveria indícios de uma relação entre PT e a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

O ex-governador fez campanha no interior paulista, em Ribeirão Preto (a 314 km da capital). Na cidade, Quércia comentou a polêmica que movimentou o meio político após as declarações do senador Jorge Bornhausen (SC). Hoje, o PT entrou com uma queixa-crime contra Serra por ter endossado as declarações do pefelista e que há "indícios" da ligação entre o partido e a facção criminosa.

Veja lei que proíbe parodiar candidatos em programas de TV


Veja íntegra de capítulo da mais recente norma do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que proíbe paródias de candidatos em programas humorísticos.

"CAPÍTULO V

DA PROGRAMAÇÃO NORMAL E

NOTICIÁRIO NO RÁDIO E NA TELEVISÃO

Art. 17. A partir de 1º de julho do ano da eleição, será vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário (Lei nº 9.504/97, art. 45, I a VI):

I - transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;

II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido político ou coligação, bem como veicular programa com esse efeito;

III - veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido político ou coligação e a seus órgãos ou representantes;

IV - dar tratamento privilegiado a candidato, partido político ou coligação;

V - veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;

VI - divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com o nome do candidato ou o nome por ele indicado para uso na urna eletrônica, e, sendo o nome do programa o mesmo que o do candidato, fica proibida a sua divulgação, sob pena de cancelamento do respectivo registro.

§ 1º Entende-se por trucagem todo e qualquer efeito realizado em áudio ou vídeo que possa degradar ou ridicularizar candidato, partido político ou coligação, ou que desvirtue a realidade e beneficie ou prejudique qualquer candidato, partido político ou coligação.

§ 2º Entende-se por montagem toda e qualquer junção de registros de áudio ou vídeo que possa degradar ou ridicularizar candidato, partido político ou coligação, ou desvirtue a realidade e beneficie ou prejudique qualquer candidato, partido político ou coligação.

§ 3º A inobservância do disposto neste artigo sujeita a emissora ao pagamento de multa no valor de R$21.282,00 (vinte e um mil duzentos e oitenta e dois reais) a R$106.410,00 (cento e seis mil quatrocentos e dez reais), duplicada em caso de reincidência (Lei nº 9.504/97, art. 45, § 2º).

§ 4º As disposições deste artigo aplicam-se às páginas mantidas pelas empresas de comunicação social na Internet e demais redes destinadas à prestação de serviços de telecomunicações de valor adicionado, inclusive provedores da Internet (Lei nº 9.504/97, art. 45, § 3º).

Art. 18. A partir de 1º de agosto do ano da eleição, será vedado, ainda, às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por candidato escolhido em convenção (Lei nº 9.504/97, art. 45, § 1º).

§ 1º A inobservância do disposto neste artigo sujeita a emissora ao pagamento de multa no valor de R$21.282,00 (vinte e um mil duzentos e oitenta e dois reais) a R$106.410,00 (cento e seis mil quatrocentos e dez reais), duplicada em caso de reincidência (Lei nº 9.504/97, art. 45, § 2º).

§ 2º As disposições deste artigo aplicam-se às páginas mantidas pelas empresas de comunicação social na Internet e demais redes destinadas à prestação de serviços de telecomunicações de valor adicionado (Lei nº 9.504/97, art. 45, § 3º).

Art. 19. Independentemente da veiculação de propaganda eleitoral gratuita no horário definido nestas instruções, será facultada a transmissão, por emissora de rádio ou televisão, de debates sobre as eleições majoritária ou proporcional (Lei nº 9.504/97, art. 46).

Parágrafo único. O debate será realizado segundo regras estabelecidas em acordo celebrado entre todos os partidos políticos e coligações com candidatos ao pleito e a emissora de rádio ou televisão interessada na realização do evento, o qual deverá ser submetido à homologação da Justiça Eleitoral.

Art. 20. Inexistindo acordo, o debate, inclusive os realizados na Internet ou em qualquer outro meio eletrônico de comunicação, seguirá as seguintes regras, sendo assegurada a participação de candidatos dos partidos políticos com representação na Câmara dos Deputados, e facultada a dos demais (Lei nº 9.504/97, art. 46, I a III):"

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Um presídio com suíte de luxo


Suíte de luxo com direito à luz neon, toda em cerâmica, equipada com aparelho de televisão de tela plana e home theater. Além disso, acesso à TV por assinatura e chuveirões para se refrescar do calor. O cenário descrito não integra um pacote turístico em uma praia paradisíaca. Pode ser encontrado entre os quatro muros da penitenciária Aníbal Bruno, o maior presídio do Brasil e o segundo da América Latina. A revelação de regalias na penitenciária mais superlotada de Pernambucano levou à demissão do diretor da unidade, o tenente-coronel Evandro Carvalho, afastado ontem do cargo depois que as fotos das “celas” foram reveladas pelo Diário de Pernambuco. A Secretaria de Defesa Social também abriu investigação para apurar o caso e o promotor Marco Aurélio Farias da Silva anunciou que irá pedir o fim dos privilégios dos detentos.

Enquanto alguns internos desfrutam de regalias, outros têm que dividir com 60 pessoas as celas projetadas para seis presos. Nestes casos, 10 dormem no banheiro. As distorções do Aníbal Bruno estão sendo apuradas pelo Ministério Público de Pernambuco. Entre o rol de privilégios repassados pelo Sindicado dos Agentes Penitenciários ao promotor de Execuções Penais Marco Aurélio de Faria, acrescenta-se ainda celas equipadas com cozinhas, mercadinhos, plantações de maconha e alguns serviços diferenciados, como entrega de pizza. A cozinha não deixa nada a desejar a de qualquer casa de família de classe média. “Vamos fazer uma inspeção no presídio para averiguar as denúncias e estamos esperando que a Secretaria (de Defesa Social) justifique o que vem acontecendo lá”, afirmou o promotor.

Segundo o sindicato, muitas celas contam com camas de casal para os pernoites e até uma piscina estaria sendo projetada para funcionar nas proximidades do campo de futebol. O “sistema de casta” dentro do presídio abrange 50 celas, que chegam a ser vendidas por até R$ 3 mil, segundo a entidade. “Esta não é a primeira denúncia que nós recebemos nesse sentido. Já seencontra na Justiça um processo onde foram denunciadas as cobranças de aluguel, contas de água e de energia nos presídios”, completou o promotor.

Ponto de droga
Nas celas adaptadas é possível encontrar banheiros com azulejos, espelho e pia. O espaço mais moderno é ocupado pelo alemão Michael Bosch, preso desde 1994 sob a acusação de homicídio e tráfico de drogas. Nela existe luz neon e TV de tela plana.

Em outra cela sofisticada está Sérgio Camargo, preso sob acusação de latrocínio (assalto seguido de morte). As regalias garantidas aos internos do Aníbal Bruno não estão restritas às celas. Por alguns reais, os internos estão conectados ao mundo pela TV por assinatura. O Aníbal Bruno é uma das 17 unidades prisionais de Pernambuco. Com capacidade para 1.448 presos, a penitenciária abriga atualmente 4 mil detentos.

Além de abrigar privilégios, o presídio também estaria funcionando um ponto de venda de drogas. Um preso está sendo apontado pela polícia como o controlador do tráfico nas praias do litoral sul, principal destino turístico do estado. Com a ajuda de um telefone celular, ele negociava a venda de maconha e crack.

A ligação desse interno com uma quadrilha em atuação no estado aconteceu a partir da prisão de três homens pela polícia. A droga também era comprada no próprio presídio. “Eles encomendam a droga por celular e recebem o produto na prisão durante os dias de visita”, garantiu o delegado Alberes Félix. O nome do interno está sendo mantido em sigilo pela polícia, que ainda espera detalhar, em novas investigações, a atuação do grupo.

Privilégios são mantidos

Numa rápida vistoria na tarde de ontem ao Presídio Aníbal Bruno, o promotor de Execuções Penais, Marco Aurélio de Farias, e o juiz substituto da Vara de Execuções Penais, Humberto Inojosa, comprovaram as irregularidades denunciadas pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários. O magistrado culpou o governo. “É um problema do sistema que não tem condições para manter os detentos dignamente na prisão”, resumiu.

Segundo o magistrado, não existe nenhuma autorização para a entrada dos equipamentos na prisão. Apesar de o secretário de Defesa Social, Rodney Miranda, ter determinado, pela manhã, a retirada da TV tela plana, do DVD, do som e da TV a cabo do presídio, à tarde os aparelhos ainda permaneciam na unidade. Para o juiz, o grande problema do Aníbal Bruno é a superlotação. Durante a inspeção, o juiz observou que os pavilhões são trancados pelos próprios presos, conhecidos como “chaveiros”. “É um absurdo, mas isso acontece porque não há funcionários públicos suficientes.”

Berzoini acusa PFL de golpismo


Deputado petista reagiu a Jorge Bornhausen que sugeriu ligações do PT com criminosos. O PT acusou ontem o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), de "irresponsável e golpista" por sugerir envolvimento do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a facção criminosa PCC, que conduz ataques no Estado de São Paulo desde terça-feira. Em uma nota assinada pelo presidente do partido, o deputado Ricardo Berzoini, o PT diz que Bornhausen "de forma irresponsável e golpista" se utilizou "do oportunismo em um assunto de tamanha gravidade", ao que o senador respondeu lembrando de ex-dirigentes do partido envolvidos em denúncias de corrupção.

"De forma leviana, o senador tenta relacionar a imagem de um partido democrático e comprometido com a luta do povo brasileiro com a de uma organização criminosa que preocupa toda a população do Estado", afirmou o texto do PT.

Também em nota, o senador pefelista reiterou as suspeitas de relações entre petistas e a organização criminosa, além de criticar antigos dirigentes da sigla, como o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-secretário-geral Silvio Pereira.

"E o sr. Jilmar Tatto, membro da Executiva do PT de São Paulo, ex-secretário de Transportes da gestão Marta Suplicy, responde a inquérito em Santo André por favorecimentos ilegais a perueiros ligados ao narcotráfico e ao PCC. Não preciso dizer mais nada", disse Bornhausen.

Na quarta-feira, Bornhausen declarou, segundo notícia publicada na imprensa, que "o PT vive no submundo" e que "pode estar manuseando, manipulando essas ações (criminosas)" para desestabilizar o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. PFL e PSDB são aliados nas eleições de outubro para o Palácio do Planalto. O pefelista disse não estar fazendo acusações, mas ponderou que mantém suas desconfianças. "São dúvidas, não afirmativas". O governador paulista, Claúdio Lembo, é correligionário do senador no PFL.




Antropóloga vê arrogância de autoridades de SP


A antropóloga Alba Zaluar, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), uma das maiores especialistas do Brasil em questões de violência, diz que o problema que ocorre em São Paulo é decorrente "da arrogância e do despreparo" das autoridades. "A crise toda é um problema nacional. A crise penitenciária, o crime organizado e o tráfico de drogas são problemas nacionais. Então, por que São Paulo? No meu entender é porque as autoridades sempre negaram a existência do crime organizado e não se prepararam para enfrentá-lo", afirmou.

Ela citou como exemplo de despreparo, e até de "ingenuidade" o fato de a Secretaria de Segurança deixar que entrem celulares nos presídios como estratégia para obter informações sem prever que os criminosos poderiam estar usando os telefones para passar pistas falsas. "Será que eles não vêem seriados americanos?", perguntou.

"Eu sempre soube que em São Paulo o crime organizado é mais organizado do que no resto do país", disse a antropóloga. Segundo ela, os seriados americanos também dão a pista para que se possa chegar facilmente a essa conclusão: "Siga o dinheiro, é a lição que vem das telas". Ou seja, onde há mais riqueza, a capacidade de organização dos criminosos também seria maior.

Para que o combate à violência tenha sucesso será preciso, antes de mais nada, humildade, segundo Zaluar. "Eles vão ter que descer do pedestal, parar de achar que em São Paulo tudo é maravilhoso e enfrentar a realidade."

Enfrentar a realidade, no seu modo de ver, significa não apenas aceitar a ajuda que está sendo oferecida pelo governo federal (envio de tropas da Força Nacional de Segurança) como também buscar cooperação em outros Estados. Para a antropóloga, as polícias do Rio de Janeiro e do Espírito Santo têm hoje muito a oferecer a São Paulo em termos de tecnologia de combate ao crime.

Descontadas as peculiaridades de cada Estado, Zaluar entende que a Polícia Militar no país não foi preparada para atuar em um ambiente democrático, ou seja, só sabe agir com o uso da violência. "Elas nem mesmo cuidam dos próprios arsenais. Onde os bandidos conseguem tantas armas?"

Para a antropóloga, a segurança pública é hoje, de longe, o pior serviço prestado pelo Estado no Brasil, mas isenta os policiais de responsabilidade. "Eles estão sofrendo, como mostra a alta taxa de suicídio", ressalva, e propõe um sério esforço nacional para combater a criminalidade: "Temos de cuidar disso com toda a humildade a que os erros nos obrigam. A arrogância leva à cegueira. Ou enfrentamos o problema como uma nação que somos ou vamos deixar que o crime organizado tome conta".

quinta-feira, 13 de julho de 2006


A pior oposição de todos os tempos (contra Lula) fazia parte do pior
governo de todos os tempos (de FHC)


Quem governou, quem fazia parte ou quem patrocinava o governo da
era caótica de FHC:


Além dos capachos tucanos, governou, principalmente, o PFL,
liderados por ACM (fraudador de painel eletrônico) e filho que
beneficiaram o falido Banco Econômico da Bahia com R$ 9,6 bilhôes.
Estes pefelistas pôdres praticamente governaram no primeiro mandato
de FHC e davam as cartas juntos com tipos tais qual o pefelista
Bornhausen que sozinho evadiu mais de US$ 5 bilhões via Banestado
cuja evasão total nos 2 mandatos FHC chegou a US$ 60 bilhões.


Praticamente faziam também parte do governo FHC também os banqueiros
corruptos e falidos que receberam US$ 25 bilhões via PROER, o
empresário Daniel Dantas donatário nas privadoações das Teles,
Azeredo fundador do Valerioduto, os donatários da Vale do Rio Doce,
Serra e sua máfia do Sangue, etc.


O FMI praticamente governou o Brasil no segundo mandato de FHC impondo
apagão, sucateamento da indústria e não investimento em
infra-estrutura. Também fazia parte do governo FHC: os parasitas da
FIESP e Firjan todos atucanados, poderosos da mídia liderados pela
Editora Abril e grupo FSP que penduraram nas privadoações, os
carrapatos do BNDES: as organizações Globo, EAS, WordCom, Elétricas
e Siderúrgicas privadoadas, etc. Faziam parte do desgoverno FHC
também as empresas americanas que avaliaram as empresas
privatizadas/entregues por FHC que acabaram por responder por fraude
contábil nos EUA (Stander, Moody´s, Andersen, Merril, etc), ou seja,
todos os parasitas de Estado, retrógrados, conservadores, fraudadores,
corruptos e putrefatos cerdos direitistas.


O que fizeram FHC e os tucanos-pefelistas:


FHC com sua corja tucano-pefelista doou, privadoou, deu ou entregou
(cerca de US$ 100 bilhões a menos-*) via privataria , 76% do
patrimônio público e ninguém viu a cor deste dinheiro (cerca de US$
50 bi), reduziu e minou as reservas cambiais de US$ 73 bilhões para
US$ 20 bilhões, multiplicou a dívida pública de 23% para 64% do PIB
(de R$ 63 bilhões para R$ 895 bilhões), quase que dobrou a dívida
externa, desempregou 8 milhões de trabalhadores, deixou os
servidores públicos 8 anos sem reajuste salarial, reduziu o PIB
brasileiro em 35% de US$ 706 bilhões para US$ 460 bilhões, comprou
votos de deputados para aprovação da emenda da reeleição,
socorreu banqueiros corruptos e falidos via PROER com US$ 25 bilhões
de dinheiro público, levou o Brasil da 9ª para a 15ª economia do
planeta.


FHC aprovava tudo que queria no congresso composto por maioria
esmagadora por sua putrefata base de sustentação tucano-pefelista
chamada por eles de rolo compressor que permitiu todas estas mazelas
que destruíram o Brasil 80 anos em 8.


*-Na era FHC as Teles que 3 anos antes da entrega foram avaliadas pelo
próprio tucano Sergio Motta em mais de US$ 60 bi , foram entregues por
apenas US$ 19 bi e, 2 anos após, a estatal de Teles da Nigéria, foi
vendida por US$ 31 bilhões para uma empresa alemã. A Vale do Rio Doce
foi entregue por FHC por míseros US$ 3 bilhões e, 6 anos após, foi
avaliada em mais de US$ 60 bilhões, sem investimento suficiente que
justificasse tal valorização. O prejuízo na entrega das Elétricas
foi estimado em US$ 10 bilhões, sem falar nas privadoações das
siderúrgicas, bancos estatais, rodovias e ferrovias, etc. Na era
caótica de FHC o Brasil teve a pior taxa de crescimento dos últimos
50 anos.


FHC deixou a corrupção correr solta no país e nada foi devidamente
investigado: Compra de votos para aprovação da emenda da reeleição,
Sivam, BC-Marka-Cidam, Econômico, EAS, Pasta Rosa, privatizações,
PROER, Precatórios, Eduardo Jorge, CPI da corrupção, Banestado,
desvalorização do Real, etc. Todos estes escândalos foram
abafados, todas as CPIs que a oposição petista tentava aprovar no
congresso eram abafadas pelo tal rolo compressor tucano-pefelista com
apoio irrestrito da grande mídia comprada, dependida e burra. Na era
FHC todos os processos contra ele eram engavetados pelo PGR, o tal
Geraldo Brindeiro, o homen engavetador como era conhecido e todas as
CPI'S viraram pizza.



Lula é eleito e coloca o Brasil nos eixos:



Lula foi eleito com o maior nº de votos da historia do país e o
segundo maior na história do planeta. -No primeiro ano de governo,
Lula apenas procurou colocar o país nos eixos já que recebeu uma
tremenda HERANÇA MALDITA: contratos capachos de concessões, país
altamente vulnerável, sem crédito, e endividado (dívida pública =
64% do PIB e dolarizada), taxa de câmbio alta, déficits constantes
na balança comercial, risco país altíssimo, alto índice de
desemprego, etc.


No segundo ano do governo Lula as coisas melhoram para o país:
históricos recordes constantes nas exportações, históricos recordes
positivos na balança comercial , redução e desdolarização da
dívida pública, crescimento econômico sustentado, criação de
empregos, enfim ótimos índices macroeconômicos fazendo com que o
Brasil alcançasse o maior crescimento dos últimos 11 anos.


No terceiro ano de governo Lula os resultados aparecem, a popularidade
cresce ainda mais e deixam a mídia e oposição tucanos-pefelistas no
desespero: Lula pagou parte da dívida externa (nunca pagaram antes),
Lula reduziu e desdolarizou a dívida pública (antes só subia e
dolarizava), Lula não pediu dinheiro e despachou/chutou o FMI
(governos anteriores só pediam dinheiro ao FMI que impunham
condições impeditivas de crescimento, FHC esmolou com o FMI por 3
vezes), Lula tem dinheiro em caixa (nunca tiveram antes).


No governo Lula, o risco Brasil caiu a baixos níveis históricos
(nunca caiu antes), Lula tem dinheiro para INVESTIMENTO social (não
tinham antes e chamavam de GASTO), Lula fabrica plataformas e Navios no
Brasil (antes fecharam os estaleiros), O preço internacional do
petróleo subiu, mas a gasolina no Brasil de Lula não (subia sempre
antes), no governo Lula há volumes grandes de investimento no Brasil
(não tinha antes), Lula não vendeu ou doou empresas (entregaram
várias antes), Lula empregou 3,7 milhões em 3 anos (antes só
desempregavam, FHC desempregou mais de 8 milhões em 8 anos), na era
Lula a PF prende tubarões (nunca prendiam antes).


No governo Lula, o salário mínimo foi a mais de US$ 150 (antes nunca
passou de 90 antes), recordes positivos históricos nas exportações
na era Lula (antes priorizavam a importação e pouco exportavam),
recordes históricos na balança comercial de Lula (antes quase somente
déficits), dólar só cai no governo Lula (antes só subia), na
governo Lula houve redução da miséria pela primeira vez na história
(antes só aumento), no governo Lula o Brasil tem presença
internacional liderando e impondo respeito criando o G-4 e G-20 (antes
só capachismo e submissão), no governo Lula tivemos o melhor ministro
da fazenda de todos os tempos (antes só subalternos do capital
estrangeiro, submissos e capachos), no governo Lula tá tudo iluminado
(antes só apagão).

Isso tudo causou desespero da oposição tucano-pefelista que começou
armar um golpe.




GOLPISMO da oposição tucano pefelista


Denuncismo exacerbado da oposição tucano-pefelista e grande mídia
contra Lula, caracteriza golpismo escancarado.

O desempenho, popularidade e reconhecimento internacional de Lula
provocou a inveja e atiçou o denuncismo exacerbado, um golpismo da
oposição tucano-pefelista com o apoio da grande mídia comprada que
pendurou nas privadoações e aneliberalismo do invejoso FHC.


O pior governo do Brasil de todos os tempos foi o governo
tucano-pefelista do capacho FHC, que destruiu o Brasil 80 anos em 8,
colocando o país da 9.a para 15.a economia do planeta, endividando-o
como nunca na história, agora faz a PIOR OPOSIÇÃO (irresponsável,
contra o Brasil) de todos os tempos contra o melhor presidente do
Brasil pós JK que é Lula.

A atual investida do PSDB-PFL, oposição putrefata, não tem nada de
ética já que estes tucanos e pefelistas que agora apontam dedos,
abafaram todos escândalos e CPIs na era caótica do capachismo de
FHC, período em que eram governistas e eram a maioria esmagadora no
congresso.


A oposição tucano-pefelista não deixou votar o orçamento de 2006,
visando a derrubada de Lula. Esta é a ética deles, não se preocupam
com o Brasil mas querem voltar a governá-lo.

FHC foi quem orquestrou a eleição de Severino Cavalcanti para
presidente da Câmara.

As CPIs instaladas agora (Correios, Bingos-Fim do mundo, etc) apenas
visam imobilizar o governo Lula e desgastar sua imagem, preparando o
clima para a sucessão presidencial.

FHC impôs com seu aneliberalismo a camisa-de-força dos juros
elevados, do superávit fiscal e da libertinagem financeira. Os juros
altos do governo Lula, porém muito mais baixos que os da era caótica
do capachismo de FHC, uma herança maldita, agora tornou-se para os
tucanos-pefelistas uma peça do oportunismo eleitoral. FHC deixou para
Lula a taxa Selic a 26,5%, hoje está em 16%. No governo FHC esta taxa
teve pico de 49,5%!
O ex-presidente FHC foi acusado de incontáveis atos de corrupção,
agora ataca duramente o governo Lula por "improbidade na gestão da
coisa pública" e por "fazer do parlamento um balcão". É muito
hipocrisia! E os escândalos abafados?! Vale citar um único caso para
desmascará-lo. A Emenda Constitucional que garantiu sua reeleição,
de janeiro de 1996, só vingou graças ao esquema de compra de
deputados, que envolveu pessoalmente seu ministro das Comunicações,
Sérgio Motta, e o ex-presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães,
filho do "santo" ACM. Segundo gravações telefônicas, a
operação custou milhões de reais. "Todo mundo pegou na faixa de
200, 300 mil...Era deputado toda hora ligando, era senador ligando, era
ministro ligando", festejou Ronivon Santiago, do PFL do Acre, numa
das gravações grampeadas. Isso a tal CPI dos correios e CPI do fim do
mundo (dos Bingos que de bingo nada investiga) não investigou.

Há, sem sombra de dúvidas, uma estratégia, já denunciada, de
sangramento, pela difamação, do capital político do presidente Lula.
FHC invejoso e nitidamente golpista chegou a defender que Lula se
comprometesse a não disputar a reeleição. Essa atitude obviamente
atenta ao Estado de Direito democrático.

Após tornar pública uma proposta humilhante de rendição do governo
Lula, o ex-presidente capacho FHC teria sinalizado que chegou a hora de
"atirar pedras em Lula" ,o que está por trás dessa sinalização?
Acusações são lançadas pela oposição tucano-pefelista com a maior
gravidade possível e abandonadas sem desdobramentos, apenas gerando
conseqüências difamantes contra Lula.
Na era FHC, a pefelista Roseana Sarney deu desculpas diferentes para
origem dos milhões que estavam no cofre da empresa Lumus de seu
marido Jorge Murad e ninguém falou nada nem CPI aconteceu.

Na medida do possível, a imagem do candidato tucano a presidência
Alckimin será descolada de FHC já mal vista pelos próprios
correligionários tucanos que querem adotar o discurso da competência,
defendendo a redução de gastos públicos e a retomada das reformas
neoliberais que levaram o Brasil a falência no governo FHC.

Cabe ao PFL intensificar os ataques ao governo Lula, tentando jogá-lo
no aparente limbo ético em que estava no ano passado. O jogo sujo tem
sangue nobre. FHC avalizou o método: "A hora é de sangrar o
adversário".


O morador de São Paulo conhece bem os "banhos de ética" já
promovidos por Alckmin. O Banespa deixou de existir como banco de
fomento. Além disso, o Estado perdeu a Eletropaulo, a Ceagesp, a
Companhia Paulista de Força e Luz, a Comgás e a Fepasa, todos
privatizados a pretexto de continuar o ajuste fiscal iniciado por
Covas. As vendas de ações da Sabesp e do banco Nossa Caixa a preços
aviltantes são exemplos da ação "saneadora" do anestesista de
recursos públicos. Os resultado foi assustador. Segundo Márcio
Pochmann , "em janeiro de 1995, no início do primeiro governo tucano,
a dívida pública de SP era de R$ 34 bilhões; hoje, ela é de R$ 123
bilhões". Em termos de saúde, educação e segurança pública, a
política adotada na mais importante unidade federativa do país foi a
de terra arrasada. Os que se chocam com a violência urbana deveriam se
informar sobre o terror da Febem no governo paulista.


Em SP, as CPIs, como mostrou reportagem do JB, são abortadas em
plenário, Alckimin, o picolé de chuchu, como FHC, é probo por
abafamento. Pois bem, é isso que está em jogo. Uma agenda que
pretende, entre outras coisas, retomar a privatização de patrimônio
público transferindo recursos para o setor financeiro. De acordo com a
revista Carta Capital, o programa de Alckmin contempla a elevação da
Desvinculação de Receita da União (DRU) de 20 para 30% do
Orçamento.

A alegria dos banqueiros, como sabemos, é inversamente proporcional
às perdas impostas aos setores de Saúde e Educação. A ética de
algibeira da oposição tucano-pefelista servirá para ocultar o
horror planejado. Será um espetáculo proibido para estômagos
sensíveis.

O tucano Artur Virgílio é uma abominação, um idiota, pois grita
com mulher em público e acha aceitável ameaçar dar uma surra no
Presidente da República. ACM Neto também é um boçalzinho, que nunca
precisou trabalhar duro na vida, se elegeu deputado às custas do avô
coronel. E que avô, hein? Fraudador de painel de votação do
Congresso que, quando se viu prestes a perder o mandato, não honrou as
calças que vestia e renunciou. Não vale um traque de José Dirceu.
Pois é o netinho deste sujeito asqueroso quem se acha no direito de
ameaçar publicamente o Presidente da República do Brasil, eleito com
a maior votação da história. Queria ver ser macho pra ameaçar um
dos generais ditadores que seu vovô tanto apoiava. Bravateiro,
inconseqüente, arrogante, sem um pingo de compostura e decoro para
exercer o cargo que exerce. A louca da Heloísa Helena, que acha que
ser de esquerda é fazer esse triste papel de lavadora das privadas da
direita, o qual vem exercendo há tempos, também achou bonito ameaçar
de pancada o mandatário maior da nação. É claro que não foi levada
a sério, pois além de mal poder com um gato morto pelo rabo, sempre
teve fama de histérica e mal-amada, que faz da agressividade verbal
exibicionista uma espécie de sexualidade alternativa. Estes apontam
dedo contra Lula.

FHC, quebrou o país três vezes, liquidou o patrimônio do país a
preço de banana, sucateou o parque industrial do país com uma
política monetária absurda, multiplicou a dívida pública e externa
e comprou votos pela bagatela de duzentos mil para se reeleger, nunca
mereceu da mídia o linchamento diário que vêm recebendo o Governo
Lula e o PT. Nunca foi desrespeitado em plenário pela oposição da
forma como o presidente Lula tem sido desrespeitado. Nunca foi
ameaçado de pancada por um canalha, uma histérica e um herdeirozinho
de quinta categoria.
É assustador e irritante ver na oposição tucano-pefelista tanta
injustiça, tanta mentira tanta cara-de-pau, tanta irresponsabilidade
com o futuro do país, no esforço de criar uma crise que eles sabem
que é hipócrita, falsa e eleitoreira, já que trata como novidade
práticas seculares.

Revoltante ver esses cretinos da oposição tucano-pefelistas mentindo,
enganando e manipulando pra não deixar que o sonho do povo se realize.
O Brasil tem hoje a pior bancada na Câmara Federal de todos os
tempos. Com raras e honrosas exceções, que só confirmam a regra.
O denuncismo desta oposição porca transformou-se num concurso de
delações absolutamente irracional. Os meios de comunicação
dependidos dos golpistas do PFL-PSDB, competem para ver quem faz a
acusação mais forte. Há presos que querem conseguir reduções de
pena em troca de delação, pessoa ignaras são pagas para difamar, há
pessoas surpreendidas em situações de flagrante corrupção que se
dedicam a caluniar.

Algumas instituições brasileiras dada esta oposição irracional que
visa o golpismo se subordinaram a este processo que visa levar o país
à mais absoluta irracionalidade. A mídia comprada dá
credibilidade a quaisquer denúncia sem fundamento.
Nada provado acerca de mensalão, a grande mídia que apóia o golpe
tenta incutir mentiras e gravidade onde não tem. A CPI dos Bingos
investiga tudo menos Bingo e nada prova contra Lula e PT. Tentaram mais
que tentaram, reviram e reabriram processos e julgamentos antigos
(vide caso Celso Daniel) tentando incriminar o PT e nada de novo
apareceu, nada se provou. Este festival de denúncias era apenas para
alardear, caluniar, difamar sangrar o governo e paralisar o país.


O Relatório da CPI dos Correios é uma balela. Nem destaque dos
governistas permitiram votar. Nada de concreto foi provado. Absurdo.

Objetivo das CPIs foi paralisar o Brasil e derrubar o governo Lula.
Nada se provou. Nada provado contra Zé Dirceu que foi cassado pela
oposição putrefata injustamente. As CPIs instaladas para derrubar
Lula nada investigaram da compra de votos de FHC, valerioduto do PSDB
de Minas, os milhões de R$ de Daniel Daniel Dantas (apadrinhado de
FHC) para o valerioduto do tucano Azeredo, as licitações fraudadas
nos correios na era FHC, caixa 2 escancarado na campanha de Serra,
etc.

O melhor ministro da fazenda de todos os tempos, Palloci, foi
derrubado por este golpismo, por erro ingênuo deste em receber
extrato bancário que provava que o caseiro denunciante foi subornado
para acusá-lo. Foi derrubado por erro crasso e imbecilidades de
técnicos da Caixa Econômica que vasaram para esta mídia golpista o
extrato bancário do subornado caseiro. Poucos da mídia tupiniquim
questionaram o valor recebido pelo caseiro para difamar. Foda-se o
Brasil. Não deu certo a queda do ministro da fazenda de Lula, o
grande Palloci, e tentarão derrubar o ministro da Justiça, se não
der certo tentarão derrubar Lula a qualquer custo, querem mesmo é
paralisar o Brasil que está dando certo.
Mas Lula continua em alta, o povo não engole esta oposição que
tornou-se a pior do Brasil em todos os tempos. O desempenho e
popularidade de Lula deixa os golpistas da oposição e grande mídia
também golpista, ainda mais irracionais . A inveja ainda os matará.

Citando Simone Salvati, esta oposição tucano-pefelista "tem ódio
de Lula, por ser mestiço, nordestino e pobre. Acha um insulto ser
governada por ele e se pudesse já o teria tirado do poder na ponta da
baioneta, como fez com João Goulart, que nem pobre, nem nordestino
era, apenas um moderado socialista. É uma casta pobre de cultura e
formação, composta por quatrocentões decadentes, descendentes de
degredados, que se julgam nobres e por emergentes ridículos, que se
sentem quatrocentões. Uma turminha ignara, que compra livros como de
fossem azulejos, para decorar paredes. E é uma cambada de burros, que
nunca leu Gilberto Freyre nem Adam Smith e não aprendeu que, até para
poder continuar a habitar a casa grande, precisa deixar a senzala comer
um pouco melhor ." Pois é, este ex-operário, nordestino, pobre,
faz um governo hum bilhão de vez mais competente que o governo de um
"poliglota".

FHC, agora, não passa de um reles serzinho invejoso, mancomunado com
sua ex base podre de sustentação tucano-pefelista, golpistas que não
admitem um operário "semi-analfa" dar um banho de competência e
lisura em relação a gestão anterior. Se governar mais 4 anos,
transformaria o Brasil numa potência o que acarretaria na
desmoralização total dos neoliberais e direitistas tupiniquins e sua
mídia dependida, burra e asquerosa.


Fonte
 

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