terça-feira, 15 de novembro de 2005

Dirceu diz que é perseguido pelas elites conservadoras


O deputado José Dirceu (PT-SP) disse que a sua saída do governo foi resultado da pressão de "setores da oposição e parcelas conservadoras das elites do País". O ex-chefe da Casa Civil disse que, desde 2004, vinha falando com o presidente sobre a própria saída do governo. "Eles vinham praticamente inviabilizando a minha presença no governo. Qualquer declaração minha se transformava numa verdadeira crise político-institucional", afirmou o ex-ministro ao Canal Livre, da TV Bandeirantes.

Ele garantiu que a decisão de deixar o governo foi tomada conjuntamente com o presidente Lula, três dias antes da declaração do ex-deputado Roberto Jefferson praticamente exigindo a saída de Dirceu. "E eu acredito que fiz o correto. Se eu estivesse no governo, evidentemente não poderia estar me defendendo como estou."


Responsabilidades
Dirceu voltou a dizer que não participou das supostas irregularidades cometidas pelo PT depois que assumiu o cargo de ministro. "Da minha parte, não há provas. Não se pode condenar ninguém sem provas", insistiu. Ele admitiu, porém, responsabilidade política, como presidente do PT e como ministro durante os 30 meses em que fez parte do governo.

"Eu sou responsável, junto com a direção do PT, pela estratégia de campanha de 2002, pelo programa de governo e pela política de alianças", ponderou o petista. "Mas não assumo - porque eu não participei, não deliberei, não era membro da direção do PT - as decisões que foram tomadas quando eu já não era mais nem presidente, nem membro da Executiva Nacional."


Recursos ao STF
José Dirceu defendeu o próprio direito de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), tantas vezes quantas achar necessárias para se defender. "Como cidadão eu tenho o direito e o dever (de fazer) com que o devido direito de defesa seja respeitado", salientou sobre os repetidos recursos ao Supremo. "Isso não tem nada a ver com postergar, com não querer ser julgado", garantiu.

Para ele, apesar da votação desfavorável a ele, o Conselho de Ética da Câmara até agora não provou que ele tenha sido o chefe do mensalão. "Primeiro, porque eu não recebi recursos, não participei e não tem nenhum nexo ou testemunha de que eu tenha participado de nada", insistiu. "Querem me cassar como quê? Tem de ter uma prova e tipificar a quebra do decoro." Desafiador, ele acusou o Conselho de estar agindo politicamente: "Na Justiça brasileira, eu seria absolvido."


Defesa de Lula
O ex-ministro falou sobre as declarações do presidente Lula ao Roda Viva, da TV Cultura, prevendo a cassação de Dirceu: "Ele (Lula) disse que não há provas contra mim, que eu sou inocente, que está se repetindo o caso Ibsen Pinheiro e Alceni Guerra", lembrou o ex-ministro. Para, finalmente, admitir que o presidente disse existir um senso comum de que será cassado. "Mas ele me defendeu. É esse o entendimento que eu tenho", afirmou o deputado petista.

Dirceu também respondeu às questões sobre o envolvimento com o empresário Marcos Valério. "Eu nunca me encontrei pessoalmente com ele. Ele veio com os bancos, em reuniões públicas que estavam na agenda do dia", garantindo que a reunião, que envolveu ainda a Usiminas não teria nada de secreta. Ele aproveitou para acusar o ex-tesoureiro do PT de manter relacionamento com o empresário Marcos Valério. "O Delúbio Soares tinha, eu não."


Palocci
José Dirceu defendeu o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, um antigo desafeto no governo: "Eu sou radicalmente contrário à saída do ministro Palocci", garantiu. E opinou que o presidente Lula não deverá aceitar nenhuma pressão para demitir o seu ministro mais importante. Ele disse ainda que considera "totalmente infundadas" as denúncias contra o ministro da Fazenda. "Não está provado. É preciso terminar o inquérito", afirmou, sobre supostas irregularidades cometidas na prefeitura de Ribeirão Preto.

Porém, o ex-ministro não escondeu que continua o divergindo da política econômica adotada: "É público que eu prefiro as dores do crescimento", ressaltou. "Muitos de nós acreditamos que com um superávit de 3,75% e com uma meta de inflação de 7% ou 8% nós poderíamos ter tido um crescimento maior e com uma maior distribuição de renda", prosseguiu. E ainda admitiu que a proposta de ajuste fiscal de longo prazo foi um erro político. "Não vejo que haja condições políticas para que isso seja implementado."


Caixa 2
Apesar de ter sido o coordenador da campanha do presidente Lula, José Dirceu procurou eximir-se de qualquer responsabilidade sobre eventual acordo financeiro com o PL. "Ele (ex-deputado e presidente do Partido Liberal Valdemar da Costa Neto) e o Delúbio já disseram que eu não participei da negociação financeira", defendeu-se o ex-chefe da Casa Civil.

Porém, garantiu que o acordo político não teria nada de irregular: "O acordo político e eleitoral que nós fizemos é legal e correto. Não se pagou para o PL as dívidas de campanha", salientou. "E, depois se pagou, em 2003 ou 2004, com recursos do esquema Marcos Valério e do Banco Rural", lembrou o ex-ministro. "Não tem nada a ver com a prestação de contas da campanha de Lula", procurando livrar o presidente de qualquer responsabilidade.


Celso Daniel
Ao ser confrontado com as gravações de telefonemas que falavam sobre o suposto envolvimento de José Dirceu e as declarações dos irmãos de Celso Daniel de que Dirceu seria o destinatário dos recursos arrecadados em Santo André, Dirceu respondeu: "Eu estou tranqüilo porque eu sei que não é verdade. Eu não recebi", afirmou.

Sobre as gravações, ele se limitou a dizer que elas não têm valor legal. Por outro lado, o ex-ministro admitiu que seja reaberta a investigação sobre a morte do ex-prefeito de Santo André, caso o Ministério Público e a polícia paulista decidam fazê-lo: "Sou favorável a que a Polícia Civil de São Paulo investigue".


Reeleição
Dirceu ainda procurou evitar uma polarização em 2006 entre a eventual reeleição de Lula contra um candidato do PSDB: "Nós não devemos subestimar o ex-governador (do Rio, Anthony) Garotinho, nem na disputa interna do PMDB, nem como candidato", advertiu. "Eu estou vendo muita certeza em todo mundo de que seria Lula e Serra ou Alckmim e ponto final. E o Brasil não é assim", sobre a possibilidade de surgirem outros candidatos.

"É muito cedo para nós ficarmos tirando conclusões definitivas sobre 2006", ponderou. "Achar que o presidente Lula, o PT e as alianças do PT não têm força política e eleitoral, não têm o que mostrar para o País, eu acho que é não ver a realidade do País."


CCJ pode analisar recurso da defesa de Dirceu


A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) se reúne na próxima quarta-feira e pode votar recurso que pede a anulação do processo disciplinar contra o deputado José Dirceu (PT-SP).

Os advogados de Dirceu argumentam que o princípio do contraditório, uma das bases da garantia de ampla defesa do acusado, foi prejudicado com a inversão dos depoimentos das testemunhas de defesa, que foram ouvidas antes das testemunhas de acusação. O recurso pede a nulidade do processo disciplinar desde a inquirição da primeira testemunha, em 13 de setembro.

O relator, deputado Sérgio Miranda (PDT-MG), ainda não divulgou seu parecer.

Este é o segundo recurso enviado à CCJ. Na primeira vez, a defesa pedia a anulação do processo ao alegar que o Conselho de Ética não tinha poder de recusar o pedido do PTB, que solicitou a retirada da própria representação feita contra o ex-ministro da Casa Civil.

O recurso foi derrubado. O relator do caso na comissão deverá apresentar seu parecer no dia 16 de novembro, quarta-feira. Em princípio, o plenário da Câmara deve votar sobre a cassação de Dirceu no próximo dia 23.

Ronivon

A CCJ também pode retomar a discussão de consulta da Mesa Diretora relativa ao processo de perda de mandato do deputado Ronivon Santiago (PP-AC). A Mesa recorreu à comissão para definir se houve ou não trânsito em julgado da decisão do Tribunal Superior Eleitoral de cassar o mandato de Ronivon. O TSE determinou em julho do ano passado a posse do suplente Chicão Brígido (PMDB-AC), o que ainda não ocorreu.

Os deputados Darci Coelho (PP-TO), Celso Russomanno (PP-SP) e Benedito de Lira (PP-AL) apresentaram votos contrários ao parecer do relator, deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA), que recomenda a perda do mandato do deputado, apesar de reconhecer que não houve trânsito em julgado da sentença da Justiça Eleitoral.

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Governistas querem evitar prorrogação da CPI na Justiça



Líderes governistas na Câmara vão tentar até na Justiça reverter a prorrogação da CPI dos Correios. O escalado para essa batalha é o deputado Carlos William (PMDB-MG). Relator da subcomissão da CPI que investiga o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), William informou que vai recorrer aos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para que seu nome entre na lista dos deputados que recuaram da decisão de prorrogar os trabalhos da comissão. "Se eu não obtiver sucesso, vou recorrer até ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer valer a minha vontade", avisou.

A CPI foi prorrogada até abril sexta-feira, depois de disputa intensa entre a oposição, que apresentou requerimento para estendê-la, e os governistas, que lutaram até o último minuto para tirar do documento o número de assinaturas necessário para que passasse a valer.

William assinou o pedido de prorrogação da CPI, mas depois mudou de idéia. Ele informou a Mesa de sua desistência, mas ela foi considerada sem efeito porque a oposição ainda não tinha apresentado o requerimento de prorrogação. Quando a oposição protocolou o pedido, o nome de William estava na lista e foi considerado válido.

Na oposição, a idéia é punir infiéis. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), vai pedir à executiva que expulse o deputado Átila Lins (PI), único tucano a tirar a assinatura do pedido. "Foi um gesto de traição, incompatível com a oposição que fazemos", disse Virgílio. O deputado não foi encontrado para falar de sua decisão.

O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), disse que o partido não fechou questão e, portanto,não tem como enquadrar Edimar Moreira (MG), Lael Varella (MG) e Joaquim Francisco (PE), que tiraram os nomes do pedido de prorrogação da CPI. "Do ponto de vista estatutário, não podemos fazer nenhum tipo de enquadramento, mas ainda assim lamentamos que os parlamentares tenham adotados essa medida." Ele disse que o partido não tomou nenhum tipo de precaução porque não poderia avaliar que o empenho do governo para brecar a CPI chegaria "perto do que chegou".

O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), reclamou que com essa atitude os colegas perderão prestígio no partido. "Não entendi e não concordo em nenhum momento com procedimentos dessa natureza", disse.

Balança tem superávit de US$ 939 mi na segunda semana de novembro

O saldo da balança comercial na segunda semana de novembro registrou um superávit de US$ 939 milhões. As exportações no período somaram US$ 2,615 bilhões (média diária de US$ 523 milhões) e as importações foram de US$ 1,676 bilhão (média de US$ 335,2 milhões). Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o saldo acumulado no mês, é de US$ 1,828 bilhão e no ano, de US$ 38,178 bilhões.

sábado, 12 de novembro de 2005

Lula defende Palocci


Caso seu ministro da Fazenda Antonio Palocci seja obrigado a deixar o cargo em função de um possível depoimento em alguma das três CPIs em andamento no Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu “dar um susto” na oposição. As informações são do jornal “Folha de S.Paulo”. O presidente cogita nomear alguém que surpreenda a oposição, que se esforça para desestabilizar politicamente Palocci. “Acham que eu vou nomear alguém que eles querem? Eles vão se arrepender”, disse ele.

Segundo avaliação de governistas ouvidos pela Folha, as declarações de Lula podem sinalizar que a eventual saída do titular da Fazenda será aproveitada para que sejam feitas pequenas alterações na política econômica de grandes superávits e baixos investimentos, recentemente alvejada de críticas pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Um dos nomes cotados para a cadeira seria Murilo Portugal, secretário-executivo do Ministério da Fazenda.
Gushiken nega acusação de ex-diretor do BB em nota


O ex-ministro Luiz Gushiken negou nesta sexta-feira (11), através de nota oficial, que tenha ordenado que o Banco do Brasil repassasse dinheiro à empresa Visanet, acusada de abastecer o esquema de pagamentos do empresário Marcos Valério, como disse o ex-diretor de marketing do banco Henrique Pizzolato. Eis a nota de Gushiken


Leia a íntegra da nota:

Gushiken:

Repudio veemente as declarações do sr. Pizzolato, dadas à revista Istoé Dinheiro. Trata-se de uma mentira. Como de outras vezes, ele tenta jogar sobre minha responsabilidade atos dos quais não tive qualquer participação

É bom deixar claro, também, que as ações de marketing e de comunicação de empresas privadas - como a Visanet - nunca passaram pela Secom. A Visanet não é órgão do governo federal

Espanta-me o fato de que o Sr. Henrique Pizzolato, publicamente, em ocasião anterior atribuiu a gestão das relações da VISANET com a DNA a outros setores do próprio Banco, tentando se eximir de qualquer responsabilidade.

Ele já afirmou também (revista Época) que os pagamentos adiantados foram decididos pela área de varejo do Banco do Brasil e que ele era contra. Na matéria ele diz: "mudei a forma de pagamento no começo deste ano, depois de muita briga ao longo do ano passado"

Como se vê, o senhor Henrique Pizzolato demonstra franco desespero, a cada nova declaração, atribuindo a outros responsabilidades que lhe eram devidas

Reitero as declarações que já dei anteriormente esclarecendo que a coordenação e supervisão exercidas pela SECOM sobre a área de marketing do Banco do Brasil não abrangiam o relacionamento entre a VISANET e seus contratados.

Programa facilita compra de terra para jovens de comunidades negras


Jovens de comunidades negras poderão financiar a compra da terra pelo programa Terra Negra Brasil. A iniciativa faz parte da linha de crédito fundiário Nossa Primeira Terra, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, cujo objetivo é permitir a compra de imóveis rurais por jovens de 18 a 28 anos.

Segundo o coordenador de Política da Juventude do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Fabiano Kempfer, o programa vai possibilitar o retorno e a permanência desses jovens no campo, gerando emprego e renda no meio rural. Kempfer disse que, além de resgatar a identidade da agricultura familiar negra no Brasil, o programa Terra Negra Brasil vai ajudar na inclusão social dos jovens beneficiados.

"A agricultura familiar negra organizada é um tema novo. Através de uma política de governo, de uma ação pública, queremos desenvolver uma ação para tirar esse jovem da invisibilidade, permitindo o acesso à terra e ao crédito produtivo", afirmou Kempfer.


Brasil será sede de conferência sobre Reforma Agrária em 2006


A cidade de Porto Alegre será sede da Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que acontecerá entre 7 e 10 de março do próximo ano, informaram neste sábado (12) fontes oficiais.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, este encontro da FAO contará com a participação de representantes de 198 países.

Na reunião do Porto Alegre se dará continuidade aos debates iniciados em 1979, numa conferência similar realizada em Roma, onde foi aprovada a chamada "Carta do Camponês".

Esse documento pede a promoção de organizações populares, associações e cooperativas de trabalhadores rurais, para reforçar a participação dos camponeses pobres na tomada de decisões, a realização e a avaliação de programas de Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural.

Apesar de ter sido assinada há 26 anos, a "Carta do Camponês" continua tendo uma extraordinária atualidade, na opinião de especialistas em assuntos agrícolas.

Entre outras coisas, propõe que "as estratégias de desenvolvimento rural contem com a participação ativa e a organização em nível popular da população rural, com especial referência às camadas menos favorecidas, para que intervenham na elaboração e formulação de políticas e programas".

Segundo o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, na conferência do Porto Alegre voltarão a ser discutidos esses assuntos, assim como outros relativos à cooperação entre os países em desenvolvimento e os mais ricos, "em busca de um plano de ação que combata, de forma estrutural, as causas da pobreza no mundo".

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

PT denuncia caixa 2 de José Serra


O PT decidiu levar a disputa com o PSDB à Justiça Eleitoral e acirrou ainda mais os ânimos no Congresso. O PT denunciou ao corregedor-geral eleitoral, ministro Humberto Gomes de Barros, suspeita de que houve caixa dois na campanha presidencial de 2002 e pediu que os tucanos sejam punidos com a retenção dos recursos do Fundo Partidário. A ação irritou o PSDB e causou preocupação até entre parlamentares petistas, que estão prevendo que vai piorar a relação entre os dois partidos. Mas o PT, segundo o presidente, Ricardo Berzoini (SP), respondeu a iniciativa semelhante dos partidos de oposição. PSDB e PFL entraram em julho no TSE com ação pedindo a suspensão do repasse do Fundo Partidário para o PT. “Constatamos que existem várias ações do PSDB contestando as prestações de contas do PT. Esta denúncia é uma resposta que estamos dando.”
VEJA DIVULGA DENUNCIA DE UM BEBUM


Esta revistinha já ultrapassou todos os limites suportaveis:
Poleto diz que antes de ser convidado pelo jornalista da Veja para conversar, estava tomando uma “cachaça envelhecida 8 anos” na casa de um sogro de um amigo. Depois foi tomar mais umas “cervejinhas” no hotel em que estava e conversou com a reportagem.

Ele acusa o jornalista responsável pela reportagem de coagi-lo a mentir e apresentar uma história fora de fatos. “Ele me disse primeiro que eu trouxe US$ 4 milhões, depois baixou para US$ 3 milhões e depois me disse que poderiam ser US$ 1,4 milhão”, afirmou. “Quando eu fiz o mesmo relato da viagem, o jornalista me disse que estava provado que eu estava na história. Eu neguei. Daí, ele me disse que eu estava com o diplomata cubano Sérgio Cervantes e o descreveu o diplomata. Eu neguei e disse que não conhecia tal pessoa", afirmou.

"Depois ele tentou me coagir dizendo que tinha um dossiê que poderia causar constrangimentos à minha família e problemas para mim. Ele me disse que era essa história ou a de Cuba que ele publicaria", disse. "Ele não queria me ouvir. Depois disse que iria me incluir apenas no fato do avião. Eu neguei e neguei. Mas depois de tanto álcool, eu não lembro se concordei com isso.”

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

Câmara rejeita emenda a MP da reforma ministerial


Em votação simbólica, o Plenário rejeitou a emenda única do Senado que modificava o projeto de lei de conversão da Câmara para a Medida Provisória 259/05, que trata da segunda reforma ministerial do governo Lula.

A emenda incluía como previsão de crime de responsabilidade a falta de divulgação da agenda diária de trabalho de ministros e do presidente da República nas páginas mantidas pelo governo federal na internet. O teor da emenda é igual a outra, do deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS), rejeitada pela Câmara quando da votação da MP pela primeira vez.

Ela determinava a divulgação dos compromissos oficiais com os respectivos horários, locais e nomes dos interlocutores. Seria considerado crime de responsabilidade se os dados não fossem divulgados sem um motivo justo.
A matéria irá à sanção presidencial.

Após a votação da emenda, o presidente Aldo Rebelo encerrou a sessão e convocou sessão ordinária para amanhã, às 14 horas, para analisar a Medida Provisória 260/05, que abre crédito extraordinário de R$ 350 milhões em favor do Ministério da Defesa para aplicação na infra-estrutura aeroportuária e em sistemas de segurança de diversos aeroportos.
Ele lembrou que haverá sessão do Congresso Nacional, às 9 horas, para a votação de projetos de lei de abertura de crédito suplementar para vários ministérios.

Ex-secretária de Valério Volta ao picadeiro

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados ouvirá às 10h dessa quinta-feira (9) a ex-secretária do empresário Marcos Valério de Souza, Fernanda Karina Somaggio- é aquela mesma que mandaba beijos em bilhetinhos enviados ao patrão Valério-. Ela vai depor, na condição de testemunha, no processo de cassação do deputado José Mentor (PT-SP).

O presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), orientou os relatores dos outros 10 processos de cassação a aproveitarem o depoimento para fazer perguntas à ex-secretária sobre os próprios casos- ou seja mais denuncias sem provas. Terá prioridade nas perguntas para Fernanda Karina o deputado Edmar Moreira (PFL-MG), relator do processo contra o deputado José Mentor.

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

PT vai à Justiça contra as calúnias de “Veja”

O PT entrou na Justiça contra a Abril, que publica “Veja”, pedindo reparação por “danos imateriais”. O processo cita oito capas de “Veja” que “tentam marcar a imagem e nome do PT como partido composto de quadros incompetentes ou corruptos”. Em todos os casos citados na ação, as matérias contidas na revista não sustentam suas capas, sem ligação com a realidade ou apresentação de provas ou fatos.

Na ação, o PT demonstra que todas as capas “constituem um robusto conjunto de ofensas (...) claramente destinadas a grafar negativamente a imagem do partido e seus militantes, sem apego concreto com a realidade fática contida nas respectivas matérias insertas no corpo das revistas”.
Gilberto Carvalho: “é um erro achar que Delúbio agia sob orientação de Dirceu”

O chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, afirmou que o deputado federal e ex-ministro José Dirceu “não pode virar bode expiatório”. “Não se pode atribuir a Zé Dirceu os erros do Delúbio. É um erro achar que Delúbio agia sob orientação do Zé Dirceu”, enfatizou.

Gilberto Carvalho comentou que a saída do deputado da chefia da Casa Civil ocorreu de comum acordo, entre o presidente e o ex-ministro. Ele lembrando que o episódio “foi um processo de discussão”. “Dirceu oscilava entre sair e ficar. O presidente também tinha dúvidas. Houve acordo”, ressaltou.

O chefe-de-gabinete de Lula alertou que é importante “que a imprensa e os cidadãos tenham critérios, sob pena de cometer injustiça”, observando, por exemplo, que o “mensalão” - farsa criada por Roberto Jefferson - “não está provado”. Ele advertiu que a mídia tem adotado um comportamento que faz com que “tudo que se fala contra o PT e o governo passa a ser verdade automática”. “É razoável acreditar em acusações que consigam apresentar provas com fundamento”, assinalou.

“Com toda a intimidade que tenho com o presidente, tenho absoluta convicção de que em nenhum momento o Delúbio o informou das relações com Marcos Valério e dos procedimentos que adotava”, afirmou Gilberto Carvalho.

Sobre o caso Celso Daniel, prefeito petista de Santo André (SP) morto em 2002, ele disse que acredita na conclusão da Polícia Civil de São Paulo de que foi um sequestro comum e repeliu as ilações dos dois irmãos do prefeito sobre crime encomendado: “Durante a vida do Celso Daniel, eles (os irmãos) tiveram um distanciamento efetivo do irmão. Mesmo após a morte, quem cuidou do Celso fomos nós, o partido. Durante 60 dias, a família ficou absolutamente omissa. Só quando a Polícia Civil concluiu o inquérito, a família começou a se movimentar, na medida que a investigação não atendeu a um prejulgamento que tinha. Criaram uma tese e não se conformaram que os fatos não a atendiam”.

domingo, 6 de novembro de 2005

Lula adia projeto de FHC que doa Amazônia para ongs estrangeiras

A urgência urgentíssima permitia que o projeto fosse votado sem debate no Congresso e na sociedade, facilitando a tramóia arquitetada pelo Banco Mundial, G-7 e Ongs estrangeiras de aprovar, à toque-de-caixa, a Lei que coloca em risco a soberania do Brasil sobre a Amazônia

Em mensagem ao Congresso Nacional, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, retirou na última semana o regime de urgência constitucional do Projeto de Lei de Gestão de Florestas Públicas (PL 62/05). A urgência urgentíssima permitia que o projeto fosse votado sem debate no Congresso e na sociedade, facilitando a tramóia arquitetada pelo Banco Mundial, G-7 e Ongs estrangeiras de aprovar, à toque-de-caixa, a Lei que coloca em risco a soberania do Brasil sobre a Amazônia.

Com a retirada da urgência constitucional, o Projeto de Florestas volta à Comissão de Constituição e Justiça para nova redação.

Exatamente por que prevê a concessão de imensas áreas de florestas no Brasil, particularmente na Amazônia, onde há uma vastidão de recursos minerais, hídricos e biológicos, o PL 62/05 está sendo repudiado por senadores, deputados, governadores, militares, pesquisadores, juristas e entidades nacionalistas.

Pelo projeto, empresas como a Shell do Brasil, o BankBoston do Brasil, a Texaco do Brasil, a Ford do Brasil, a WWF do Brasil (entidade “ecológica” cujo presidente, Álvaro Antonio de Souza, é ex-presidente do Citibank), entre outras com grandissíssimos interesses “ambientalistas”, podem conseguir uma concessão para explorar milhões de hectares amazônicos, por até 40 anos! Sim, porque, além de liberar a exploração das florestas brasileiras por estrangeiros – que para isso precisam pura e simplesmente ter uma firma constituída sob leis brasileiras e com sede no país – estes “cidadãos” podem explorar quantos hectares quiserem, por que não existe dentro do projeto nenhum limite de terras concedidas a cada empresa. Sem contar que os órgãos fiscalizadores só poderão fiscalizar com autorização do den-tentor da concessão.

O Projeto de Gestão de Florestas, gestado nos corredores do Banco Mundial e implementado pelos representantes dos interesses norte-americanos no Brasil, promove a entrega da Amazônia para exploração mercantil dos monopólios. Ao invés de fortalecer o controle da União sobre riquíssimas florestas brasileiras, revertendo seus recursos para o povo brasileiro, libera o saque. Até porque, quem decide quais áreas e para quem serão alugadas, é um Conselho formado exatamente por organizações que se escondem por trás do manto ambientalista mas que foram criadas e são financiadas não só por monopólios mas também, e principalmente, por órgãos ligados ao Departamento de Estado norte-americano como a USAID.

sábado, 5 de novembro de 2005

PT de São Paulo defende Dirceu e repudia calúnias

Com apoio da Executiva Estadual, bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo “manifesta sua solidariedade ao companheiro José Dirceu”

A Executiva Estadual do PT respaldou a iniciati va da bancada do partido na Assembléia Legislativa de São Paulo, assinando manifesto que conclama a militância à luta em defesa do mandato do deputado José Dirceu. “O país conhece a trajetória política e a vida de José Dirceu, um brasileiro que lutou pela democracia e pela cidadania durante toda a sua vida. É inaceitável que se queira condená-lo, sem uma evidência sequer de que tenha cometido irregularidades ou ilegalidades”, destaca o documento.

A ato dos parlamentares e do PT paulista se soma a uma série de iniciativas de solidariedade que o ex-ministro vem recebendo contra as chicanas da mídia golpista. Na semana passada, mais de 80 artistas, intelectuais, líderes sindicais e demais personalidades lançaram um documento em defesa de Dirceu, entre os quais o arquiteto Oscar Niemeyer, os cineastas Luiz Carlos Barreto e Tizuka Yamasaki, a cantora Ana de Holanda, os atores Gianfrancesco Guarnieri, José de Abreu, Antonio Pitanga e Antonio Grassi, o dramaturgo Antonio Abujamra, o músico Wagner Tiso, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, entre outros.

Na quinta-feira da semana passada, em saudação para mais de 1000 sindicalistas reunidos no Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Felicio, presidente nacional da CUT e membro da Executiva Nacional do PT, manifestou sua “solidariedade aos companheiros José Dirceu, João Paulo e Luizinho, alvo de ataques da direita mais reacionária, dos Bonrhausen que nos entregaram um Brasil falido, dos que querem nosso aniquilamento”. Leia a íntegra do documento:

“A Bancada Estadual do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, tendo em vista o processo em curso na Câmara Federal, manifesta sua solidariedade ao companheiro José Dirceu em sua luta pelo respeito aos princípios mais elementares da democracia e do Estado de Direito, especialmente, o direito à defesa e ao devido processo legal.

O país conhece a trajetória política e a vida de José Dirceu, um brasileiro que lutou pela democracia e pela cidadania durante toda a sua vida. É inaceitável que se queira condená-lo, sem uma evidência sequer de que tenha cometido irregularidades ou ilegalidades.

Assim sendo, a Bancada Estadual do PT/SP se associa à luta em defesa do mandato do Deputado José Dirceu, da mesma forma que defende o mesmo direito de todos os demais acusados, bem como a apuração de todas as denúncias contra agentes políticos, independente do partido a que pertençam.

Bancada de deputados estaduais do PT/SP

Comissão Executiva Estadual do PT São Paulo”
Deputado Nilson Mourão: “Que a Veja vá para seu devido lugar, a lata de lixo”

“Que a Veja vá para o seu devido lugar: a lata do lixo”, afirmou o deputado Nilson Mourão (PT/AC) em discurso no plenário, na terça-feira passada. O deputado disse ainda que ela é “um panfleto da pior qualidade e expressa o pensamento do PSDB”

Nilson Mourão assinalou que o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), vai processar a revista. “O destino desse panfleto deve ser a lata do lixo, porque ele não vale absolutamente mais nada”, disse da tribuna, rasgando um exemplar da revista e jogando os pedaços de papel no lixo.
Deputado gaúcho cobra que CPI promova uma devassa no caixa de FH

O deputado Marco Maia (PT/RS) afirmou que o ex-caixa de Fernando Henrique e Serra, Ricardo Sérgio, “movimentou 56 milhões de dólares por intermédio de contas no Banestado dos EUA para remeter dinheiro de forma ilegal para o exterior”, entre 1996 e 1997, ressaltando que as investigações feitas pela Polícia Federal foram abafadas por Fernando Henrique.

Em discurso na Câmara, o deputado declarou que documentos publicados pela revista “IstoÉ”, em fevereiro de 2003, “começam a esclarecer porque o laudo de exame financeiro nº 675/2002, elaborado pelos peritos criminais da Polícia Federal Renato Rodrigues Barbosa, Eurico Montenegro e Emanuel Coelho, ficou engavetado nos últimos seis meses do governo Fernando Henrique Cardoso, quando a instituição era comandada por Agílio Monteiro e Itanor Carneiro”.

“Nas 1.057 páginas que detalham todas as remessas feitas por doleiros por intermédio da agência do Banco Banestado em Nova Iorque está documentado o caminho que o caixa de campanha de FHC e do então candidato José Serra, Ricardo Sérgio Oliveira, usou para enviar 65 milhões de dólares ao exterior entre 1996 e 1997. O laudo dos peritos mostra que, nas suas operações, o tesoureiro utilizava o doleiro Alberto Youssef, também contratado por Fernandinho Beira-Mar para remeter dinheiro sujo do narcotráfico para o exterior”, relatou Marco Maia.

O deputado destacou que, durante a gestão de Fernando Henrique, “houve toda uma ação por parte do PSDB, do PFL e dos partidos governistas para que essas informações não fossem investigadas” pelo congresso. “Vão-se aí mais de vinte tentativas de instalação de CPIs nesta Casa para investigar, por exemplo, o processo Cayman, o projeto SIVAM, as privatizações, todas engavetadas”, lembrou. “É preciso que a CPI da Compra de Votos se debruce sobre o trabalho realizado pelo sr. Ricardo Sérgio Oliveira”, enfatizou.
MP apontou esquema do tesoureiro de Azeredo para assaltar os cofres de Minas durante governo do PSDB

Um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público de Minas Gerais, em março de 2000, aponta que o ex-tesoureiro da campanha de Eduardo Azeredo e ex-secretário de Administração em sua gestão, Cláudio Mourão, organizou um grupo de empresas – uma delas fundada por ele – para fraudar concorrências e superfa-turar contratos de terceirização. Segundo a denúncia, uma das empresas teria faturado cerca de R$ 60 milhões no ano de 1998.

REDE

Os dados constam do relatório preliminar da Promotoria Especializada na Defesa do Patrimônio Público. O documento descreve que, após receber uma denúncia anônima, havia sido montado no governo de Eduardo Azeredo “um esquema para fraudar concorrências e superfaturar contratos com a administração pública direta e indireta do Estado de Minas Gerais, envolvendo as empresas Sertec, Attempo, Ronda Serviços Gerais, Ronda Vigilância, Empresa Paulista, Objeto Construtora e Construtora Andrade”.

Embora fruto de uma denúncia anônima, a representação do MP ganhou eco numa CPI instalada na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, em março de 2000, criada para investigar as licitações do governo tucano. Após exaustivos trabalhos, os parlamentares detectaram uma gama de irregularidades e “que o grande número de contratos celebrados com dispensa ou inexigibilidade de licitação a partir de janeiro de 1995 causou surpresa a esta CPI e impossibilitou maior aprofundamento investigativo sobre cada irregularidade ou indício de irregularidade encontrado”.

Segundo a CPI, “a análise de um contrato exige o exame do processo administrativo correspondente, e não, apenas do texto do contrato. Conforme mencionado, foram tantos os contratos realizados sem licitação e com indícios ou evidências de que não se enquadravam em nenhuma das hipóteses dos arts. 24 e 25 da Lei Federal nº 8.666 que não seria possível solicitar a cópia de todos eles ou determinar diligências para o seu exame in loco”.

O tesoureiro de Azeredo, que na época ocupava o cargo de Secretário de Administração do Estado, foi o responsável, segundo o MP, dentro do governo, por direcionar os contratos. Na outra ponta do esquema, encontrava-se José Vicente da Fonseca, amigo de Mourão e Azeredo, dono ou testa-de-ferro de uma série de empresas que executavam os serviços.

Um das empresas é a Sertec, de propriedade de José Vicente da Fonseca, que detinha um contrato com a Secretaria de Saúde do Estado no valor de R$ 350 mil mensais. A mesma empresa figura como a segunda maior doadora oficial da campanha de Azeredo, com R$ 465,2 mil, fora o caixa 2. A Sertec também prestou serviços para a campanha tucana em 1998.

Além dos contratos, a Sertec figura como o elo que liga Mourão a uma rede de empresas comandadas por José Vicente da Fonseca. O dono da Sertec, José Vicente, também é dono da empresa Attempo, fundada pelo próprio Cláudio Mourão em sociedade com o ex-deputado Ziza Valadares (PSDB). Mourão afirmou em depoimento ao MP que transferiu a propriedade da empresa em dezembro de 1994, quando foi se dedicar “exclusivamente” a Azeredo, ocupando uma secretaria de Estado. A Attempo, que era de Mourão e passou a ser de José Vicente, também possuía um contrato de R$ 600 mil mensais com a Secretaria de Saúde.

Por sua vez, o novo “proprietário” da Attempo, José Fonseca, também era dono, diretamente ou através de laranjas, de uma rede de empresas que detinham contratos superfaturados e sem licitações com o Estado. Segundo Mourão, a Sertec chegou a prestar serviços à campanha eleitoral ao mesmo tempo em que servia ao Estado. Fonseca é proprietário das empresas Ronda, Ronda Vigilância, Objeto Construtora, Conservadora Andrade, Paulista e da estranha Adservis Multiperfil Ltda. Todas tiveram contratos na gestão de Azeredo.

Outra denúncia contida na representação do MP é a de que a “Sertec teria um contrato com dispensa de licitação com a Secretaria de Saúde de Minas Gerais para erradicação da dengue, o qual, após expirado, foi substituído pela Attempo, também com dispensa de licitação, sendo que após o exaurimento deste último contrato foi realizada concorrência, da qual participaram apenas 3 empresas, sendo que somente a Attempo ficou habilitada para abertura das propostas, onde a mesma teria sido vencedora”.

As investigações do Ministério Público mostraram que as empresas denunciadas tinham larga escala de atuação, açambarcando contratos milionários na Secretaria de Saúde, Fhemig, Ruralminas, BDMG, Polícia Militar, Comig, Cohab, Ipseng, Jucemg e Cemig, todos posteriores a 1995, ano em que Azeredo assumiu o governo.

CONFISSÃO

O senador Eduardo Azeredo, ex-governador e até a semana retrasada presidente nacional do PSDB, em virtude de suas ligações com o publicitário Marcos Valério, encontra-se envolto em denúncias de prática de caixa 2 em sua campanha e tenta desvincular esse crime confesso do esquema de desvio de recursos do Estado. A denúncia do Ministério Público mostra o contrário, ou seja, a utilização de contratos superfaturados para desviar parte dos recursos para a campanha eleitoral. O próprio tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão, fez uma confissão em depoimento na CPI dos Correios: “Todo mundo que financia campanha política é porque tem interesses, porque tem negócios com o governo. Pela experiência que eu tenho em campanhas (do PSDB), ninguém financia campanha se não tiver negócios com o governo”.
Conselho de Ética arquiva processo contra Mabel

O parecer do deputado Benedito Lira (PP/AL), pedindo o arquivamento do processo de cassação do mandato do deputado Sandro Mabel (PL/GO) por falta de provas, foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Ética da Câmara, na última terça-feira. A decisão do Conselho vai agora a votação no plenário.

Sandro Mabel responde a processo por quebra de decoro parlamentar, devido a uma representação movida pelo PTB. Ele foi acusado, pelo ex-deputado Roberto Jefferson, de ser responsável pela distribuição de recursos do suposto “mensalão” entre parlamentares do PL. Além disso, a deputada Raquel Teixeira e o governador Marconi Perilo, ambos tucanos de Goiás, denunciaram que Mabel teria oferecido à deputada R$ 1 milhão de “luvas”, mais R$ 30 mil mensais, para que ela deixasse o PSDB e fosse para o PL.

No seu voto, o relator disse que adotou o princípio da presunção da inocência: “O autor da representação não apresentou prova cabal do recebimento de vantagens espúrias ou do hipotético convite indecoroso à deputada Raquel Teixeira”. “Trata-se somente da palavra daquela deputada veementemente negada por Mabel. Não há prova contundente da suposta proposta indecorosa”, enfatizou o relator, ao tratar das acusações feitas por Raquel Teixeira.

Benedito Lira também não encontrou evidências de que o esquema montado entre o tesoureiro do PL, Jacinto Lamas, e o empresário Marcos Valério tenha beneficiado Sandro Mabel. “Não há prova da vantagem financeira para Mabel da relação entre Jacinto Lamas e Marcos Valério”.

Realmente, nenhuma prova havia contra Mabel. No entanto, não foi por amor à justiça que a maioria do Conselho absolveu Mabel, senão para passar a idéia de que, tendo feito justiça neste caso, também estão sendo justos no caso do deputado José Dirceu. A diferença entre um caso e outro, porém, é a favor de Dirceu: contra este nem mesmo um testemunho existe. Ou seja, nem a “prova” que o Conselho, no caso de Mabel, não acatou, há no caso de Dirceu.
Conselho de Ética admite inocência de Mabel para manter chicana contra o Zé

É da natureza dos pigmeus o inconformismo com a estatura dos gigantes

Não resta dúvida de que as injúrias assacadas pela deputada Raquel Teixeira e o governador Marconi Perillo, ambos do PSDB, contra o deputado Sandro Mabel não tinham nenhum fundamento. Porém o Conselho de Ética só aprovou por unanimidade o relatório para passar a impressão de que, sendo justo neste caso, também o estaria sendo no julgamento de José Dirceu. A manobra revela apenas a pequenez dos fariseus. No caso de Dirceu, não existe sequer um testemunho, ainda que falso, que o incrimine.

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Banco do Brasil "condena eventuais desvios" de verba



Em nota divulgada nesta quinta-feira (3), o Banco do Brasil (BB) afirmou que toda a verba transferida à agência de publicidade DNA foi "exclusivamente como pagamentos por serviços de marketing e comunicação". No documento, o BB diz que "não compactua e condena eventuais desvios". Os recursos administrados pelo BB vinham da participação do banco no Fundo de Incentivo – recursos compartilhados pelos sócios da Visanet na divulgação da empresa.

Segundo o banco, uma auditoria interna detectou que, dos R$ 58,3 milhões repassados pelo banco à DNA para investimento em publicidade, somente R$ 49,2 milhões foram realmente utilizados. O BB diz, na nota, ter notificado a agência extra-judicialmente sobre a diferença de R$ 9 milhões. E aguarda uma resposta para adotar "medidas judiciais cabíveis".

Hoje, o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR) disse que as investigações levam a crer que os R$ 9 milhões foram repassados ao PT, por meio de operações do empresário Marcos Valério de Souza com o banco BMG.
Janene responderá a processo criminal no Supremo



Por unanimidade, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu denúncia (INQ 1326) oferecida pelo Ministério Público Federal contra o deputado federal José Mohamed Janene (PP/PR). O inquérito será convertido em ação penal, devendo o deputado responder pelo crime de corrupção ativa (artigo 333, do Código Penal).

De acordo com inquérito policial, no fim do ano de 1992, Janene teria fornecido, por meio de seu advogado, 40 milhões de cruzeiros para serem distribuídos entre os vereadores da Câmara Municipal de Rolim de Moura (Rondônia). O objetivo seria o de evitar a cassação do mandato do então prefeito municipal José Joacil Guimarães, processado pela suposta prática de infração político-administrativa em razão de superfaturamento da iluminação pública de uma avenida do município.

Janene teria, ainda, prometido aos vereadores o pagamento de outra parcela, de igual valor, a ser entregue em 20 de dezembro de 1992. À época, Janene era sócio-gerente da empresa Eletrojan - Iluminação e Eletricidade Ltda., que mantinha relações comerciais com o município e, por isso, teria supostamente interesse na permanência do prefeito no cargo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

Polícia da Câmara procura grampo em telefones de Ricardo Izar



A Polícia da Câmara está fazendo uma varredura nos telefones usados pelo presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP). A perícia se concentra no gabinete, no Conselho e na residência do deputado em Brasília. Na sexta-feira (27), foi detectado um grampo telefônico no escritório de Izar em São Paulo. O petebista aguarda o resultado da Polícia Federal sobre a varredura feita em seus cinco celulares.

Izar descartou a possibilidade de a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estar por trás da espionagem. Na terça-feira (1º), o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) levantou suspeita de que o governo teria grampeado seus telefones .

Conselho deve votar amanhã relatório de processo contra José Dirceu



O Conselho de Ética deve votar na manhã dessa sexta-feira (4) o relatório do processo disciplinar contra o deputado José Dirceu (PT-SP). O presidente do conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), disse após conversar com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB), que o processo deverá ser julgado no plenário da Câmara no dia 16 ou 23. A data mais provável, segundo ele, é 23 de novembro, por não ser perto de feriado, o que garante maior quorum na Casa.

O Conselho de Ética chegou a votar o processo contra José Dirceu, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal anulou a sessão. Na ocasião, os parlamentares aprovaram o voto do relator pela cassação do deputado, por 13 votos a um.

No próximo dia 9, o plenário da Câmara vai apreciar o processo contra o deputado Sandro Mabel (PL-GO). Nesta semana, o Conselho de Ética aprovou, por unanimidade, o pedido de arquivamento do processo contra o parlamentar.

O conselho ainda tem 11 processos para analisar. "Quando aumentar o volume de processos, o presidente vai colocar dois ou três por semana", disse Izar. De acordo com ele, se o conselho não conseguir finalizar os trabalhos até o dia 20 dezembro, será feita uma autoconvocação. "Não havendo possibilidade, já está acertado que vai haver uma autoconvocação não remunerada e nós vamos trabalhar janeiro e fevereiro aqui", afirmou o deputado.

Denúncias


Mabel busca amplo apoio
Para garantir boa vantagem em votação no plenário, deputado passa o feriado em ligações e produção de carta para parlamentares


O deputado federal Sandro Mabel (PL) começou a articular sua absolvição também no Plenário da Câmara já no dia de ontem. Ele passou o feriado de Finados, de 7 horas às 19 horas, na sede de sua empresa, a Biscoitos Mabel, fazendo ligações para parlamentares. O liberal quer garantir que a última instância da Casa referende a decisão do Conselho de Ética, que pediu, por unanimidade, arquivamento do processo contra ele. “Com isso não se pode brincar, não”, afirma. Ele começou a redigir anteontem carta endereçada a todos os colegas para pedir apoio na votação, que deve acontecer na quarta-feira, 9 de novembro.

O liberal transmite alegria até pela fala. Ele diz que recebeu, após a decisão unânime do conselho, “ligações de uns 150 parlamentares”. Os colegas de Câmara queriam parabenizar e declarar apoio a Mabel. Um dos que quiseram falar com o deputado acusado de oferecer dinheiro para a colega Raquel Teixeira (PSDB) se filiar ao PL foi o líder do PFL na Casa, Rodrigo Maia. “Ele disse: ‘Pode contar com a gente’”, relata Mabel. O pefelista fez a chamada de Nova York, Estados Unidos.

Rodrigo Maia não a única pessoa a ligar do exterior: “Recebi ligações do mundo todo”, diz Mabel. Segundo o deputado, foram 12 ligações internacionais. Ele se lembra de amigos residentes nos Estados Unidos, na Europa, na Venezuela e na Argentina que lhe procuraram para se solidarizar com a decisão. Ao deixar o Congresso, depois da sessão do Conselho de Ética, o liberal se dirigiu à Catedral de Brasília. Ele garante que não era promessa, mas agradecimento. “Vou à missa todo domingo.”

HUMOR – O bom humor que Mabel tinha antes de passar pelos 150 dias de suplício – como ele definiu – provocados pela acusação está de volta. Logo ao atender o telefonema do DM e ser questionado sobre a identidade de quem estava falando, ele confirma: “É o Mabel ao vivo e a cores!” Apesar de toda a alegria, ainda não houve cerimônia de comemoração: “Só depois do dia 9”, quando deve acontecer a votação do relatório de Benedito de Lira (PP-AL) no Plenário.

O liberal diz que ainda não teve tempo para pensar em festa. Mabel trabalha para garantir a aprovação do voto. “Às vezes o deputado não vota em você só porque não pediu”, conta. Daí a carta a todos os colegas e as ligações; para garantir que saibam que ele está atento ao caso.

PRIMEIRO PROCESSO – O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), confirmou ontem que o processo contra Sandro Mabel será o primeiro a ir a votação no plenário, o que deve ocorrer na próxima semana. A data, no entanto, ainda não está definida. Aldo havia dito na noite de terça-feira, 1º, que a votação deveria acontecer no dia 9.

“É preciso cumprir o Regimento Interno, que determina a votação por ordem de chegada. Não há outro critério mais aconselhável do que levar a plenário de acordo com o que for votado pelo Conselho de Ética”, disse o presidente.

O processo aberto no Conselho de Ética pelo PTB contra Sandro Mabel, cujo arquivamento foi aprovado por unanimidade (14 votos a zero), precisa ser votado pelo plenário da Câmara, última instância para as decisões da Casa.

De acordo com o Regimento Interno, o processo será levado a votação depois de decorridas duas sessões da Câmara. Mabel foi acusado de oferecer dinheiro para que a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO) trocasse de partido, mas foi absolvido por falta de provas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005


Veja decidiu apostar no desatino

Alberto Dines

Desta vez, atenderam às exigências formais e os cuidados mínimos da cartilha jornalística. A denúncia sobre o envio de 3 milhões de dólares de Cuba para a campanha presidencial do PT (Veja, nº 1929, de 2/11/500, págs. 46-53; na capa, "Os dólares de Cuba para a campanha de Lula" e no título do texto principal, "Campanha de Lula recebeu dinheiro de Cuba") procurou evitar os erros das "bombas" anteriores: não opinou nem panfletou, não escondeu as fontes, gravou suas entrevistas abertamente, indicou onde e como se realizaram, completou-as com informações suplementares e ainda fez reparos às contradições embutidas na própria reportagem. Até aí tudo bem.

O que há de errado com a nova matéria arrasa-quarteirão de Veja?

O resto: a denúncia pressupõe um gigantesco, incomensurável, grau de estupidez nas duas pontas da operação: o governo cubano e a direção do PT. Difícil acreditar que políticos experientes aqui e no Caribe tenham embarcado numa aventura tão primária.

Nenhum político minimamente responsável arriscaria o futuro do seu partido com uma operação tão perigosa e insensata. Nem mesmo Roberto Jefferson ou Waldemar da Costa Neto.

Fidel Castro já cometeu erros crassos, a direção do PT já cometeu erros imperdoáveis, mas é impensável que juntos tenham planejado tamanho disparate e tão grande desatino. Há limites para a estultice. É isto que torna inacreditável a denúncia de Veja.

Tiro no escuro

Esta inverossimilhança nuclear estancou o curso da velha bola de neve. Houve um certo frisson na mídia eletrônica no sábado [29/10] à noite e no domingo. O Estado de S.Paulo foi o único a animar-se com a perspectiva de barulho e lascou uma manchete de primeira página no domingo com o material de Veja. O Globo estava entusiasmado com a façanha da polícia fluminense ao liquidar o facínora Bem-Te-Vi e a Folha, empolgada com os programas sociais do governo federal. Não deram muita bola.

Não houve munição para um berreiro petista contra a "conspiração da mídia" nem para repetir os chavões de Hugo Chávez contra a "mídia reacionária". Veja ficará na liça apanhando sozinha até o próximo sábado ou, na melhor das hipóteses, até sexta à tarde, quando as principais redações já conhecerão o conteúdo da próxima edição. Se no sábado não aparecer algo pelo menos consistente para oferecer como prova, a revista corre o risco de ficar pendurada na brocha.

Aqui reside a segunda falha deste tipo de "reportagem-suicida" – quem detona o petardo muitas vezes vai para o ar sozinho. A matéria foi construída em torno de declarações de pessoas (Rogério Buratti e Vladimir Poleto) às voltas com a Justiça, ex-auxiliares do ex-prefeito de Ribeirão Preto Antonio Palocci, na ocasião o coordenador da campanha de Lula. A figura-chave de ambos os depoimentos é Ralf Barquete, já falecido.

Se Veja não produzir nenhum trunfo no próximo fim de semana, o prosseguimento da denúncia deverá dar-se no âmbito de uma das CPIs, provavelmente a dos Bingos. Significa que, apesar das cautelas, Veja deu um tiro no escuro. Confiou na temperatura política, certo de que ela seria capaz de comandar os desdobramentos. Entregou-se ao imponderável. Nesses casos, o jornalismo sai de cena e entra o esoterismo.

Recordar é viver

Pauteiros, estudantes de História e jornalistas curiosos podem encontrar no "Segundo Caderno" do Globo, na seção "Há 50 anos" (pág.7), uma excelente ferramenta para referências históricas.

No dia 12 de outubro de 1955, O Globo noticiava: "Jânio confirma que Juscelino pagou oito milhões pelo apoio comunista".

Em 26/10/1955: "Exaltado pela imprensa russa o apoio dos comunistas a Juscelino e Jango!".

Em 28/10/1955, título forte: "Transformado o Maranhão em paraíso da fraude eleitoral".

E em 29/11/1955, a manchetinha fornecida por Octávio Mangabeira, expoente da UDN: "Não pode ser solucionada, a crise, dentro do curso normal das coisas".

Naquele ano, agosto não foi o mês dos traumas. Foi novembro

terça-feira, 1 de novembro de 2005

O ouro de Moscou

A última diabrite da Veja confirma a imoralidade de parcela da mídia nacional. O afã de derrubar Lula tem levado Veja, Estadão, Primeira Leitura, Folha e O Globo, às raias do absurdo. A reportagem da Veja é baseada no vago depoimento de dois sujeitos, que por sua vez ouviram a história de uma outra testemunha, já falecida. Um dos sujeitos é Rogério Buratti, aquele desafeto do Palocci que não merece a mínima credibilidade; o outro já negou a história. Sem nenhuma prova, da mesma forma que acusou o PT de receber dinheiro das Farcs, a revista afirma categoricamente que houve tal absurda operação. Ô revistinha! O trenzinho da direita, naturalmente, foi todo atrás: as já citadas mídias logo reproduziram a denúncia de Veja, com os devidos acréscimos editoriais.

O lado positivo é que o PT, com uma diretoria novinha em folha, está recuperando sua capacidade de luta, seu espírito de combate, sempre necessário na política. O PCdo B, recém-saído de um Congresso em que confirmou sua diretoria, também está fortalecido. As CPIs não encontraram, até agora, nenhuma prova de "maior corrupção de todos os tempos". Com a queda de Eduardo Azeredo, presidente do PSDB, em função de seu envolvimento com o esquema de Marcos Valério, com participação do mesmo Duda Mendonça, o tucanato entrou em parafuso. Isso sem falar na matéria da Carta Capital desta semana, denunciando a corrupção pefelista na Bahia.

Está cada vez mais explícito que setores reacionários estão patrocinando uma guerra sem lei, escrúpulos ou limites contra o presidente eleito com 53 milhões votos. É o desespero. Mas a história não é burra. A reportagem serviu para a Embaixada de Cuba, negando veementente qualquer interferência no processo eleitoral brasileiro, manifestasse apoio à Lula e repúdio às forças reacionárias que operam ao longo de toda América Latina, visando desestabilizar governos não-alinhados à política direitista de Washington.

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Esse é o PSDB os SANTINHOS DE PLANTÃO HOJE
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ESSE ARTHUR...

http://www.estadao.com.br/agestado/noticias/2001/mar/05/156.htm
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PORQUE O MINISTRO PIMENTA DA VEIGA NÃO QUERIA LARGAR O MINISTÉRIO?

SERÁ?
http://www.terra.com.br/istoe/1624/1624faxbrasilia.htm
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MAS NÃO É...

ESSE ARTHUR...

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u17137.shl
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- JÁ NÃO É MAIS CASO DE CASSAÇÃO... .
...DEFENDIA ARTHUR VIRGILIO.

ESSE ARTHUR...
http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/brasil/2001/04/23/jorbra20010423004.html
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- NO DO OUTROS É REFRESCO... .
O COERENTE ARTHUR...

http://www.estadao.com.br/agestado/noticias/2001/mar/05/153.htm
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Ahhh os Tucanos! Tão moralistas....

"Intolerância - O líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), declarou-se ''chocado com a inflação de leviandades'' e com o ''pensamento fascista'' expressos na entrevista concedida ao JORNAL DO BRASIL pelos procuradores Luiz Francisco de Souza e Guilherme Schelb, criticando a tolerância com a corrupção no governo Fernando Henrique Cardoso. ''O presidente'', disse Arthur Virgílio, ''não é tolerante com a corrupção; só não é arbitrário como os procuradores, limitando-se a respeitar as leis do país''. E foi além: ''A impressão que eles dão - continuou Arthur Virgílio - é que o combate à corrupção só depende deles. Sem eles, o país já teria falido. Já via esse filme nos anos 30. E deu no fascismo. Querem um governo histérico, e não um sereno. Teresa Grossi, Rafael Grecca e Eduardo Jorge foram execrados, e até o filho do presidente é perseguido, sem que nada seja provado''."

ELE FICAVA CHOCADO, POIS É.
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- SERÁ QUE EXISTE UM MANUAL... .
DE INSTRUÇÃO E PROCEDIMENTOS.

"Teresa Grossi, Rafael Grecca e Eduardo Jorge foram execrados, e até o filho do presidente é perseguido, sem que nada seja provado''."
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Tucanos corruptos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u17456.shl
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- OUTRO DETALHE ENTRE NÓS DOIS... .
SEMPRE FALAMOS QUE NADA FOI PROVADO.-
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QUEM QUERIA CRIAR A LEI DA MORDAÇA NO MINISTÉRIO PUBLICO?

( ) PT- LULA

( ) PSDB - FHC

ERROU QUEM OPTOU PELA PRIMEIRA.


http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/brasil/2001/03/18/jorbra20010318005.html
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- SEMPRE A MESMA CORJA. .

http://www.terra.com.br/istoe/1672/1672faxbrasilia.htm
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- CALMA QUE TEM MAIS.
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- ARTHUR.
ELOGIANDO A INDICAÇÃO DE MEIRELLES PARA O BANCO CENTRAL.

"O líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), vê com bons olhos o início do governo Lula e desejou boa sorte ''a dupla Palloci-Meirelles'', numa alusão à dobradinha com o futuro ministro da Fazenda, Antônio Palocci. O líder do governo considerou um gesto respeitável de Meirelles abrir mão de um mandato de quatro anos para servir ao país... "

http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/economia/2002/12/12/joreco20021212009.html


- TALVEZ A MELHOR.
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ESSA É MUITO BOA, MOSTRA QUE O CRIADOR DO TERMO, DESPESAS NÃO CONTABILIZADAS, NÃO FOI O DELÚBIO ,E SIM BRESSER PEREIRA (PELO JEITO DELÚBIO COMPROU O PACOTE FECHADO, DAS FALCATRUAS).

TEM TB O PARECER JURÍDICO DO ARTHUR (SEMPRE ELE), QUE ISENTA O PRESIDENTE DE RESPONSABILIDADES SOBRE POSSÍVEL CX 2.

EM FIM, UM VERDADEIRO MANUAL DE INSTRUÇÕES.

http://www.estadao.com.br/agestado/nacional/2000/nov/12/98.htm
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-Hummmm que maracutaia.

Para Bresser Pereira, “uma planilha não prova nada”. Ele argumentou que o gasto total da campanha de reeleição foi de R$ 43 milhões, muito abaixo do limite de R$ 72 milhões permitido pela legislação eleitoral. “Por isso, não faria nenhum sentido deixar de declarar despesas ao TSE”, enfatizou o coordenador financeiro. Ele explicou que houve um déficit de R$ 2 milhões entre as despesas e as doações. Esse saldo negativo foi contabilizado como dívida do PSDB.

O líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), lembrou que o TSE aprovou no final de 1999 as contas da campanha de reeleição do presidente. “O TSE julgou correta a contabilidade”, afirmou. Ele disse ainda que “é muito diferente o status de um candidato proporcional que se responsabiliza diretamente pelas suas contas e o de um candidato majoritário, cujo comitê de campanha se responzabiliza perante a Lei Eleitoral”.

TAÍ, LULA NÃO PODE SER RESPONSABILIZADO PELAS COISAS DO DELÚBIO E DO COMITÊ, CASO TENHA HAVIDO CX DOIS OU DESPESAS NÃO CONTABILIZADA.

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"Duas hipóteses
Virgílio disse que só existem duas hipóteses acerca das planilhas apresentadas pela reportagem. “A primeira delas é que elas não sejam verdadeiras, como o próprio Bresser Pereira disse”, observou. “A segunda é que as planilhas sejam verdadeiras, mas, se ninguém as conhecia, não eram importantes e poderiam se tratar de um mero exercício sobre eventuais doações”, ressaltou o líder do governo.

Segundo ele, a planilha é um documento fraco do ponto de vista jurídico em relação aos documentos oficiais de prestação de contas apresentados ao TSE.

UÉ, ELE FALOU QUE NINGUÉM DA CÚPULA DO PSDB SABIA?

ELE FALOU QUE A LISTA ERA FALSA E QUE AS ACUSAÇÕES ERAM MENTIROSAS?

QUE AS LISTA QUE MOSTRAVA A EXISTENCIA DE CX DOIS NO PSDB, ERA UM EXERCÍCIO DE POSSÍVEIS DOAÇÕES, HAHAHAHAHAHAHAHA, ESSA DESCULPA NÓS AINDA NÃO TINHAMOS PENSADO.



A CORJA .
ELES NÃO GOSTAVAM DE CPI..AGORA GOSTAM!!.

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2002/10/37757.shtml
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- FHC ERA MELHOR NISSO... .
07.05 2001- O presidente Fernando Henrique muda de postura e inicia mobilização para impedir a CPI da Corrupção.

09.05.2001- Oposição protocola requerimento para a instalação da CPI da Corrupção na Mesa do Congresso com o apoio de 182 deputados e 29 senadores.

09.05.2001 - O presidente do Congresso, Jáder Barbalho, adia sessão conjunta, na qual seria lido o requerimento pedindo a abertura da CPI da Corrupção.

09.05.2001- O governo mobiliza-se para a retirada das assinaturas do requerimento no Congresso e presidente Fernando Henrique reúne ministros.

10.05.2001- Jáder Barbalho convoca sessão extraordinária do Congresso para a leitura do requerimento que pede a instalação da CPI da Corrupção.

10.05.2001 - O governo consegue retirar o número suficiente de assinaturas para o arquivamento do requerimento de abertura da CPI da Corrupção
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- CARACAS... .
ELES TB TINHAM AFTOSA?

PORQUE BERRAM TANTO HOJE?

http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/economia/2001/05/08/joreco20010508012.html
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- VEJA A VEJA... .
COMO A VEJA ATUAVA NO GOVERNO FHC, VEJA.

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/caixa/cp140320015.htm
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- MEU FILHO NÃO... .
O DO LULA? DESCE A LENHA...

http://www.terra.com.br/brasil/2000/11/27/011.htm

domingo, 30 de outubro de 2005

Chega!!

Cláudio Genu, do PP, afirmou que a lista trazia uma série de "asteristicos" que o inocentavam. O assessor do deputado José Janene disse que "só" recebeu R$ 700 mil;

Marcos Valério confirmou que o dinheiro - R$ 250 mil - encontrado com o assessor do irmão de José Genoino foi entregue por ele;

Emerson Palmieri, do PTB, contradisse a funcionária da SMPB, Simone Vasconcelos. Por sinal, esta foi a máxima da acareação, um monte de contradições e diz-que-diz. O único satisfeito foi o relator Ibrahim Abi-Ackel (PP);

Jacinto Lamas, tesoureiro do PL, novamente despertou a ira dos parlamentares, por conta do nervosismo e das respostas vagas;

As contas não bateram... Valdemar Costa neto afirmou que recebeu R$ 6 milhões, Marcos Valério e Delúbio disseram que a soma foi de R$ 12 milhões. Maria Cristina Caldeira, a ex-esposa de Valdemar, assistiu a tudo enquanto bordava uma toalhinha de lavabo com a inscrição "Chega";

Durante a acareação, o senador Eduardo Suplicy perdeu a calma e chegou a levantar-se contra o deputado João Correia;

José Dirceu conseguiu sobrevida no STF, depois que o Ministro Eros Grau solicitou que o relatório seja refeito. Com o parecer, nova sessão será realizada para a leitura do pedido de cassação do deputado;

Já Zulaiê Cobra, preferiu satirizar os presentes;

Na acareação, as perguntas do deputado Arnaldo Faria de Sá continuam sendo as mais curiosas. Sua preferida é indagar o nome dos advogados dos depoentes;

Por 13 votos a 1, Zé Dirceu perdeu no Conselho de Ética. Agora, o parlamentar vai apelar ao STF para tentar impedir a cassação do seu mandato;

Para a acareação do ano, foram convocados, além de Delúbio, Marcos Valério, Valdemar Costa Neto, Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL, Emerson Palmieri, tesoureiro informal do PTB, João Cláudio Genu, assessor da liderança do PP, Manoel Severino dos Santos, que arrecadou recursos para a campanha do PT no Rio, e Simone Vasconcelos, diretora financeira da SMPB;

Delúbio Soares, novamente, vai de habeas corpus à CPMI;

Ahhh!! chega não? cansei de CPMi...
 

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