sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Está pegando fogo no barraco dos tucanos

Aliados do ex-governador José Serra entraram em campo para tentar neutralizar a moção aprovada por parlamentares tucanos que defendia a reeleição de Sérgio Guerra à presidência do PSDB. Numa ação articulada com serristas, o governador Geraldo Alckmin veio a público negar que apoiasse a iniciativa.

O governador foi a público dizer que apoiará Serra caso ele decida se candidatar à presidência do partido. “Nem sei se o Serra quer ser o presidente do partido, mas, se ele quiser, terá meu integral apoio”. Segundo aliados, Serra gostaria de presidir o PSDB.

O documento defendendo a recondução de Guerra, assinado por 54 parlamentares tucanos anteontem, foi visto por serristas como articulação dos aliados do ex-governador Aécio Neves. Parlamentares ligados a ele recolheram assinaturas. Alckmin também foi acusado de apoiar a ação. Aécio, que pretende disputar a Presidência em 2014, é entusiasta da manutenção de Guerra na presidência, para evitar que Serra ocupe o cargo, no qual poderia articular sua própria candidatura.

“Sérgio Guerra tentou criar fato consumado e se desqualificou como presidente do partido. O papel dele é buscar a unidade para a luta externa. E não usar reunião de bancada para divisão interna”, afirmou o deputado Jutahy Júnior (BA), aliado de Serra. “O documento é inócuo. Quem decidirá o novo presidente serão convencionais.” “A lista foi forma infeliz de buscar a presidência do partido. Mas a convenção de maio é que decidirá”, disse o ex-governador Aberto Goldman. “Além da lista não ter sido debatida internamente, acredito no bom entendimento entre Serra e Alckmin”, afirmou o deputado Vaz de Lima, único paulista que não assinou o documento. “Sou Serra, mas quero Guerra na presidência”, rebateu o deputado Eduardo Gomes (TO).

Alckmin e Serra falaram anteontem. Cogitou-se a divulgação de nota negando envolvimento do governador. Guerra avisou Alckmin da iniciativa antes da reunião da bancada, mas o governador não deu orientação para deputados paulistas, apesar de ter dito ao senador que achava cedo tratar do assunto. “Não houve operação contra nem a favor de ninguém, muito menos contra Serra. Todos reconhecemos seu tamanho e importância política”, disse Guerra.

Duelo em SP

Apesar das declarações do governador, aliados de Alckmin estão divididos sobre o futuro da presidência do PSDB. Uma ala avalia que o melhor é defender a eleição de Serra e intensificar laços políticos com ele. Para outro grupo, Serra na presidência do PSDB ficaria muito fortalecido, fazendo contraponto ao poder de Alckmin. Citam que o governador defende para a presidência estadual do PSDB o deputado Pedro Tobias. Mas que aliados de Serra já se articulam para colocar água no projeto e emplacar Aloysio Nunes.

1 Comentários:

  • sexta-feira, 04 fevereiro, 2011

    Prezado companheiro, tenho postado em meu Blog vários textos condenando o voto em lista. Sendo o derradeiro sob o título: Voto em Lista? Trair o Brasil? Enquanto Egito prova o amargo fruto da semente da traição.
    Onde questiono em seu início; É divergência de opinião não, é precaução, cuidado, com um equívoco ou uma possível traição! Estão querendo implantar no Brasil a ditadura velada, obscura, sorrateira, do voto em Lista. Aonde tirariam a única arma pacífica do povo contra os ditadores e a opressão dos ainda gigantes  capitalistas, o voto livre e soberano, o seu direito de escolha. 
    Ao qual gostaria de convidar o senhor e os seus leitores a darem uma lida. Pois sinto que há um equívoco quase que generalizado quanto a interpretação dos efeitos deste sistema eleitoral em nosso país.
    José Fonte de Santa Ana.
    josefontedesantaana.blogspot.com

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