sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cesar Maia é processado por Cidade da Música


O ex-prefeito Cesar Maia e mais nove pessoas e empresas responderão na Justiça e poderão pagar até R$ 1 bilhão caso sejam comprovadas irregularidades na construção da Cidade da Música. Além disso, ainda enfrentarão uma nova CPI sobre o tema, instalada ontem na Câmara Municipal.

O processo judicial será aberto por decisão da juíza Valéria Pachá Bichara, da 10ª Vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro, que acolheu ontem uma ação do Ministério Público estadual por improbidade administrativa contra os dez acusados, expedida na quartafeira.

Além de Cesar Maia, serão processados dois ex-secretários municipais: Eider Dantas, de Obras; e Ricardo Macieira, das Culturas.

O reembolso pedido referese a multas e indenizações por danos morais coletivos, somados aos R$ 439 milhões aos quais a obra chegou.

Segundo o Ministério Público, em nenhum momento, a população carioca foi informada sobre qual seria o custo final da obra, o que justifica o valor estipulado.

O Tribunal de Justiça do Rio ressalta que os dez acusados terão que se manifestar em 15 dias; após esse prazo, a juíza Valéria Pachá tomará sua decisão.

A nova CPI da Cidade da Música será composta por cinco vereadores, com dois suplesntes tendo como presidente Roberto Monteiro (PCdoB), relator da comissão anterior.

A relatora, desta vez, será Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), também da oposição ao ex-prefeito.

Também compõem a comissão Clarissa Garotinho (líder PMDB), Sebastião Ferraz (PMDB) e João Cabral (DEM), este último o único da “tropa de choque” fiel a Cesar Maia.

Os suplentes serão Carlos Bolsonaro (PP) e Alfredo Sirkis (PV).

Ontem mesmo, em seu primeiro dia de trabalho, a Comissão já fez um requerimento para solicitar a auditoria que está sendo realizada pela prefeitura – na atual gestão, de Eduardo Paes (PMDB) – na Cidade da Música.

Além disso, os vereadores da CPI também solicitaram uma reunião com o presidente do Riocentro, Alberto Guimarães Junior, que está à frente da auditoria.

Para Roberto Monteiro, que na CPI anterior pediu o indiciamento do ex-prefeito César Maia e dos ex-secretários de Obras, Eider Dantas, e das Culturas, Ricardo Macieiras, por improbidade administrativa, é necessário aprofundar e ir além das investigações que estão sendo realizadas atualmente pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Ministério Público Estadual.

O vereador considera também importante a CPI investigar, além do montante de dinheiro público gasto na obra incompleta e, por enquanto, inútil.

1 Comentários:

  • quarta-feira, 26 outubro, 2011
    Meus escritos Disse:

    novidade.passou a vida politica toda levando vantagem e ninguem fez nada

    delete

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