domingo, 23 de dezembro de 2007

Lula e a imprensa: Fim de ano em clima de paz


O presidente da República e a imprensa chegam ao fim do ano em clima de paz.O café da manhã com repórteres, promovido na quinta-feira (20/12) no Palácio do Planalto, transcorreu em ambiente de cordialidade, e a celebrizada habilidade de Lula para as conversações improvisadas dominou o encontro.

Apesar de não ter sido permitido anotar ou gravar a conversa, o presidente respondeu a todas as perguntas com bom humor durante uma hora e meia, e até propôs algumas pautas aos jornalistas.Apenas para esclarecer: os repórteres presentes ao encontro com o presidente da República não puderam gravar ou tomar notas - como é praxe em eventos desse tipo - para que a conversa pudesse transcorrer livremente, sem o formalismo das entrevistas coletivas. Toda a conversa foi gravada pela assessoria da Presidência e o conteúdo liberado para todos os presentes. Por essa razão, os relatos de todos os jornais foram muito parecidos, O autor pede desculpas pela omissão, pois considerou que os comentaristas haveriam lido essa informação nos jornais. No entanto, nem todos os jornais contaram que o conteúdo da conversa havia sido liberado.

Segundo o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, o único representante do ministério a participar do encontro, o presidente concedeu em 2007 152 entrevistas, 60 a mais do que no ano anterior.

Mas Lula se referiu de passagem ao ano de 2004, quando anunciou o "espetáculo do crescimento" e passou os doze meses apanhando da imprensa por causa disso. No final, cobrou o reconhecimento de que o crescimento, afinal, está acontecendo.

Informação e opinião

Relações respeitosas entre a imprensa e o poder são um pressuposto da democracia.Até aqui, o governo e a mídia vêm convivendo às trombadas, com a imprensa reclamando da falta de contatos mais freqüentes com o presidente e Lula se queixando de perseguições e má-vontade da imprensa.

O ápice dos desencontros neste ano aconteceu durante o processo de votação da CPMF, quando a mídia, claramente, se posicionou contra a prorrogação.

Além do espaço preferencial concedido à oposição, os jornais acabaram pecando por dar destaque a especulações sobre vinganças do governo e aumento da carga tributária após a derrota no Senado.

Na quinta-feira, na conversa com os repórteres, Lula colocou uma pedra sobre o assunto e afirmou que não vai propor nenhum pacote econômico para superar a falta dos 40 bilhões de reais que entravam nos cofres públicos todos os anos.

Os jornais agasalharam as ponderações do presidente.

Quem sabe, inauguramos 2008 com uma imprensa mais interessada em informação do que em opinião.

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