
Strictly No Photography tem imagens de obras de arte, prédios governamentais, shows e até operações cirúrgicas, além de placas de "proibido fotografar"

É também sobre liberdade. Fala-se muito em discurso livre, mas e a liberdade de visão? Como eles podem colocar câmeras minúsculas em nosso celulares se não querem que fotografemos?", afirmou o grupo, que preferiu não se identificar nem dizer sua nacionalidade.A participação no site é aberta a qualquer pessoa e já há colaboradores registrados de diversos países, incluindo o Brasil. "Recebemos fotos de gente de Porto Alegre, Brasília, São Paulo e Rio. Queremos mais fotos do Brasil, o resto do mundo certamente quer vê-las."Um dos brasileiros participantes -que usa o codinome jewbr (judeu br)- enviou uma série que ganhou destaque no site, mostrando o checkpoint de Atarot, na fronteira entre Rammalah e Jerusalém.
Na encolha
Previsivelmente, a maioria das fotos disponíveis no site não chama atenção por sua qualidade artística, já que não são feitas por profissionais e as condições em que são obtidas não permitem muito capricho.A graça está em ver locais de acesso restrito e imagens de obras de arte (de gente como Warhol, Damien Hirst, Banksy) e de museus notórios por seu rígido controle de fotos.Segundo os organizadores, não houve até agora ameaças de processo por parte dos fotografados. "Estudamos a fundo antes de criar o site, não estamos infringindo lei nenhuma."